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Bócio da Tireoide: Volume Normal, Tabela cm³ e Causas | Guia 2026

Percebeu aumento da tireoide no exame ou no pescoço? Entenda o que é bócio, quais são as causas mais comuns, como interpretar o volume da glândula e quando tratar.

13 de fevereiro de 202610 min de leitura
volume normal tireoide cm3tabela de volume da tireoide cm3tireoide difusamente heterogêneabócio multinodularbócioaumento da tireoide
Bócio da Tireoide: Volume Normal, Tabela cm³ e Causas | Guia 2026

Bócio é qualquer aumento do tamanho da tireoide. Volume normal: 7-10 cm³ mulheres, 12-18 cm³ homens. Acima disso caracteriza bócio. Causas: deficiência iodo (rara no Brasil), Hashimoto, bócio multinodular, Graves. Ultrassom mostra volume e ecotextura. Tireoide difusamente heterogênea indica inflamação/fibrose. Tratamento depende causa: observação, levotiroxina, radioiodo ou cirurgia.

O que é bócio

Bócio é qualquer aumento do volume da tireoide, independente da causa.

A tireoide normal pesa 15-25 gramas e mede aproximadamente 4-5 cm de comprimento por 1-2 cm de largura em cada lobo.

Classificação dos bócios

TipoDefinição
Bócio difusoAumento homogêneo de toda glândula
Bócio uninodularAumento por nódulo único dominante
Bócio multinodularMúltiplos nódulos (3 ou mais)
Bócio mergulhanteExtensão intratorácica (desce para mediastino)

Classificação por função

TipoTSHT4 livreCaracterística
Bócio eutireoidianoNormalNormalMaioria dos casos (70%)
Bócio tóxicoBaixoAltoHipertireoidismo
Bócio hipotireoidianoAltoBaixoHipotireoidismo

Volume normal da tireoide em cm³

Tabela de volume normal por gênero e idade

GêneroFaixa etáriaVolume normal (cm³)Volume máximo normal (cm³)
Mulheres18-30 anos7-1012
Mulheres31-50 anos8-1113
Mulheres51-65 anos9-1214
MulheresAcima 65 anos10-1315
Homens18-30 anos12-1518
Homens31-50 anos13-1619
Homens51-65 anos14-1720
HomensAcima 65 anos15-1821

Importante:

  • Volume acima desses valores = bócio
  • Volume aumenta discretamente com idade
  • Homens têm tireoide 40-50% maior que mulheres
  • Gestantes podem ter aumento fisiológico de 10-15%

Como é calculado o volume

Fórmula do ultrassom:

Volume (cm³) = (L x W x H x 0.479) de cada lobo + istmo

Onde:
- L = comprimento (length)
- W = largura (width)
- H = altura (height)
- 0.479 = fator de correção (elipsoide)

Exemplo prático:

Lobo direito: 4.5 x 1.8 x 1.5 = 6.1 cm³
Lobo esquerdo: 4.2 x 1.7 x 1.4 = 5.1 cm³
Volume total: 11.2 cm³

Para mulher adulta: 11.2 cm³ está levemente aumentado (limite 10-11 cm³)


Classificação OMS do bócio por palpação

GrauDefiniçãoCaracterísticas
Grau 0Não palpávelTireoide não sentida no exame físico
Grau 1APalpável mas não visívelApenas detectado por palpação cuidadosa
Grau 1BPalpável e visível com pescoço estendidoVisível ao esticar pescoço
Grau 2Visível com pescoço em posição normalClaramente visível em repouso
Grau 3Bócio volumoso visível à distânciaMassa cervical proeminente

Observação: Classificação por palpação é subjetiva. O ultrassom é mais preciso para medir volume.


Tireoide difusamente heterogênea: o que significa

Ultrassom normal vs heterogêneo

CaracterísticaTireoide normalTireoide difusamente heterogênea
EcotexturaHomogêneaHeterogênea (irregular)
EcogenicidadeHiperecóica (cinza claro)Hipoecóica com áreas irregulares
ContornosRegularesLobulados/irregulares
VascularizaçãoNormalGeralmente aumentada

Causas de heterogeneidade difusa

1. Tireoidite de Hashimoto (mais comum)

Características no ultrassom:

  • Hipoecogenicidade difusa (cinza escuro)
  • Ecotextura heterogênea com pseudonódulos
  • Septos fibrosos hiperecóicos
  • Vascularização aumentada (Doppler)

Correlação clínica:

  • Anti-TPO positivo (95% dos casos)
  • Anti-Tg positivo (80%)
  • TSH elevado (se já em hipotireoidismo)
  • Pode ter volume normal ou aumentado (bócio)

Leia mais: Hashimoto - Tireoidite autoimune

2. Doença de Graves

Características:

  • Aumento difuso do volume
  • Heterogeneidade leve-moderada
  • Hipervascularização (padrão "inferno tireoidiano")
  • Pode ter pseudonódulos

Correlação:

  • TRAb positivo
  • TSH suprimido, T4 e T3 elevados

Leia: Doença de Graves

3. Tireoidite subaguda (De Quervain)

Fases:

  • Fase aguda: áreas hipoecóicas mal definidas
  • Fase resolutiva: heterogeneidade difusa
  • Cicatrização: pode deixar fibrose permanente

4. Bócio multinodular

Quando há múltiplos nódulos pequenos, pode parecer "difusamente heterogêneo" no ultrassom.

Diferença:

  • Bócio multinodular: nódulos definidos (maiores que 3-5mm)
  • Hashimoto: pseudonódulos mal definidos

Causas de bócio

1. Deficiência de iodo (histórica no Brasil)

Epidemiologia:

  • Principal causa mundial de bócio
  • Rara no Brasil desde 1950 (sal iodado obrigatório)
  • Ainda prevalente: Ásia, África, América Andina

Fisiopatologia:

  • Iodo insuficiente → queda T3/T4
  • TSH aumenta para compensar
  • Estímulo crônico → hiperplasia → bócio

Regiões de risco:

  • Montanhas (solo pobre em iodo)
  • Longe do mar
  • Populações sem acesso a sal iodado

2. Tireoidite de Hashimoto

Mecanismo:

  • Destruição autoimune da tireoide
  • Infiltração linfocitária → inflamação
  • Fibrose → aumento irregular da glândula

Características:

  • Bócio firme, borrachoso
  • Geralmente simétrico
  • Pode regredir com tempo (atrofia tardia)

3. Bócio multinodular

Desenvolvimento:

  • Mutações celulares ao longo de décadas
  • Múltiplos clones celulares → múltiplos nódulos
  • Crescimento autônomo independente de TSH

Fatores de risco:

  • Idade (mais comum acima 50 anos)
  • Sexo feminino (5-10x mais)
  • Genética familiar
  • Radiação prévia

Leia completo: Bócio multinodular

4. Doença de Graves

Mecanismo:

  • Anticorpos TRAb estimulam receptor TSH
  • Hiperplasia difusa da tireoide
  • Produção excessiva T3/T4

Características:

  • Bócio difuso, simétrico
  • Consistência macia/elástica
  • Frêmito palpável (fluxo aumentado)
  • Sopro audível à ausculta

5. Medicamentos

MedicamentoMecanismoFrequência bócio
LítioBloqueia liberação hormônios40-50%
AmiodaronaExcesso iodo + efeito direto10-20%
InterferonAutoimunidade5-10%
Inibidores tirosina-quinaseEfeito tireotóxico10-20%

6. Outras causas raras

  • Bócio tóxico (Doença de Plummer): nódulos autônomos hiperfuncionantes
  • Tireoidite subaguda: fase de recuperação
  • Carcinoma de tireoide: raramente causa bócio difuso
  • Doenças infiltrativas: amiloidose, sarcoidose, linfoma

Sintomas do bócio

Assintomático (maioria)

50-70% sem sintomas:

  • Descoberta em exame de rotina
  • Ultrassom por outro motivo
  • Exame físico preventivo

Sintomas mecânicos/compressivos

Quando bócio maior que 80-100 gramas:

Compressão de traqueia

  • Falta de ar aos esforços
  • Sensação de aperto no pescoço
  • Chiado respiratório (estridor)
  • Piora ao deitar de costas
  • Tosse seca

Compressão de esôfago

  • Dificuldade para engolir (disfagia)
  • "Bolo na garganta"
  • Necessidade de líquido para comida descer

Compressão vascular

  • Veias do pescoço dilatadas
  • Inchaço facial (principalmente manhã)
  • Sinal de Pemberton: elevar braços causa congestão facial

Compressão nervosa (raro)

  • Rouquidão (compressão nervo laríngeo recorrente)
  • Síndrome de Horner (ptose, miose)

Sintomas hormonais

Se bócio tóxico (hipertireoidismo):

  • Palpitações, taquicardia
  • Perda de peso involuntária
  • Intolerância calor, sudorese
  • Ansiedade, nervosismo
  • Tremores
  • Diarreia

Se hipotireoidismo:

  • Ganho de peso
  • Fadiga, sonolência
  • Pele seca
  • Queda de cabelo
  • Constipação
  • Intolerância ao frio

Leia: 10 sintomas de problemas na tireoide

Preocupação estética

  • Massa visível no pescoço
  • Uso de golas altas/lenços
  • Desconforto em fotos de perfil
  • Impacto psicossocial (principalmente mulheres jovens)

Diagnóstico do bócio

1. Exame físico (palpação)

Técnica:

  • Paciente sentado ou em pé
  • Médico atrás do paciente
  • Palpar durante deglutição (tireoide acompanha)

Avaliação:

  • ✅ Tamanho (comparar com falange distal polegar = 2-3 cm)
  • ✅ Consistência (macia, firme, dura, borrachosa)
  • ✅ Superfície (lisa, nodular)
  • ✅ Mobilidade (move com deglutição)
  • ✅ Sensibilidade (dolorosa = tireoidite subaguda)
  • ✅ Linfonodos cervicais

2. Ultrassom de tireoide (exame padrão-ouro)

O que avalia:

  • Volume: cálculo em cm³
  • Ecotextura: homogênea vs heterogênea
  • Nódulos: quantidade, tamanho, características
  • Vascularização: Doppler colorido
  • Linfonodos: cervicais aumentados

Laudo típico de bócio:

Volume total: 28 cm³ (aumentado - referência até 12 cm³)
Ecotextura: difusamente heterogênea
Ecogenicidade: reduzida difusamente
Nódulos: múltiplos, o maior medindo 1.8 cm em lobo direito
Conclusão: Bócio multinodular. Sugere correlação clínica com tireoidite autoimune.

Entenda: Ultrassom da tireoide - Entenda o laudo

3. Exames laboratoriais

Obrigatórios

ExameValor normalInterpretação
TSH0.4-4.0 mUI/LRastreio função tireoidiana
T4 livre0.8-1.8 ng/dLConfirma hiper/hipotireoidismo

Complementares (conforme TSH)

Se TSH altoSe TSH baixoSe suspeita Hashimoto
T4 livreT3 livreAnti-TPO
Anti-TPOT4 livreAnti-Tg
Anti-TgTRAb

Leia: Exames de tireoide - Entenda cada um

4. PAAF (punção aspirativa)

Indicações no bócio:

  • Nódulo dominante maior que 1 cm
  • Características ultrassonográficas suspeitas
  • Crescimento rápido
  • Linfonodos aumentados

Classificação Bethesda:

  • I: Não diagnóstico
  • II: Benigno (maioria)
  • III-IV: Indeterminado (cirurgia ou teste molecular)
  • V-VI: Suspeito/maligno (cirurgia)

Leia: Classificação de Bethesda

5. Tomografia/Ressonância

Indicações:

  • Bócio mergulhante (extensão intratorácica)
  • Suspeita compressão traqueal
  • Planejamento cirúrgico bócio volumoso
  • Avaliação invasão estruturas adjacentes

Tratamento do bócio

Opção 1: Observação (maioria)

Indicações:

  • ✅ Bócio pequeno (volume menor que 20-25 cm³)
  • ✅ Assintomático
  • ✅ Função tireoidiana normal
  • ✅ Sem nódulos suspeitos
  • ✅ Sem crescimento significativo

Acompanhamento:

  • 📊 TSH anual
  • 🔊 Ultrassom 1-2 anos
  • 👨‍⚕️ Consulta anual

Opção 2: Levotiroxina (supressão de TSH)

Objetivo: Reduzir estímulo ao crescimento

Eficácia:

  • ⚠️ Redução volume: 30-40% dos casos
  • ⚠️ Efeito modesto: 10-20% redução
  • ⚠️ Não recomendado por guidelines atuais

Quando considerar:

  • Bócio pequeno em crescimento
  • Alto risco cirúrgico
  • Paciente recusa cirurgia

Contraindicações:

  • Idosos (risco arritmia, osteoporose)
  • Cardiopatas
  • Osteoporose prévia

Opção 3: Radioiodoterapia (I-131)

Como funciona:

  • Iodo radioativo destrói células tireoidianas
  • Reduz volume 40-60%
  • Efeito gradual (3-6 meses)

Indicações:

  • ✅ Bócio tóxico (hipertireoidismo)
  • ✅ Alto risco cirúrgico
  • ✅ Recusa cirurgia
  • ✅ Bócio recidivado

Contraindicações:

  • ❌ Gravidez/amamentação
  • ❌ Bócio muito volumoso (maior que 150g)
  • ❌ Sintomas compressivos graves
  • ❌ Suspeita câncer

Efeitos colaterais:

  • Tireoidite actínica (dor temporária)
  • Hipotireoidismo (80% em 10 anos)

Leia: Radioiodoterapia - Indicação

Opção 4: Cirurgia (tireoidectomia)

Indicações absolutas:

  • ✅ Câncer confirmado/suspeito
  • ✅ Sintomas compressivos (disfagia, dispneia)
  • ✅ Bócio mergulhante
  • ✅ Bócio tóxico refratário

Indicações relativas:

  • ⚠️ Bócio volumoso (maior que 80-100g) sem sintomas
  • ⚠️ Crescimento rápido
  • ⚠️ Preocupação estética significativa
  • ⚠️ Nódulos indeterminados

Tipos de cirurgia:

TipoIndicaçãoLevotiroxina pós
TotalCâncer, bócio multinodular bilateralVitalícia (100%)
ParcialNódulo/bócio unilateral30-40% precisam

Riscos:

  • Hipoparatireoidismo: 5-10% permanente
  • Lesão nervo recorrente: 1-2%
  • Sangramento: menos de 1%
  • Cicatriz

Leia: Complicações da tireoidectomia


Bócio pode virar câncer?

Resposta: Bócio EM SI não vira câncer, mas pode CONTER câncer.

Risco de malignidade

Tipo de bócioRisco câncer
Bócio difuso (Hashimoto/Graves)1-3%
Bócio uninodular5-15%
Bócio multinodular5-10%

Importante:

  • Risco é avaliado POR NÓDULO, não pelo bócio total
  • "Vários nódulos = menos chance de câncer" é MITO
  • Hashimoto aumenta discretamente risco linfoma tireoidiano (raro)

Sinais de alerta

🚨 Procurar médico se:

  • Crescimento rápido (dobrando tamanho em 6-12 meses)
  • Nódulo muito duro à palpação
  • Rouquidão nova persistente
  • Linfonodos aumentados no pescoço
  • Dificuldade respirar/engolir progressiva

Leia: Sintomas do câncer de tireoide


Perguntas frequentes


Quando procurar especialista

Procure cirurgião de cabeça e pescoço se:

  • ✅ Aumento visível no pescoço
  • ✅ Ultrassom mostrando volume aumentado
  • ✅ Dificuldade engolir/respirar
  • ✅ TSH alterado (alto ou baixo)
  • ✅ Nódulos no ultrassom
  • ✅ Rouquidão persistente
  • ✅ Histórico familiar de câncer de tireoide
  • ✅ Radiação cervical prévia

Conclusão

Bócio é aumento do volume da tireoide acima dos valores normais (7-10 cm³ mulheres, 12-18 cm³ homens). Ultrassom é exame fundamental para medir volume e avaliar ecotextura. Tireoide difusamente heterogênea indica processo inflamatório (geralmente Hashimoto). Maioria dos bócios não precisa cirurgia, apenas acompanhamento regular.

Pontos-chave:

  • ✅ Volume normal varia por gênero e idade (tabela acima)
  • ✅ Ultrassom mede volume e detecta heterogeneidade
  • ✅ Tireoide heterogênea geralmente = Hashimoto (dosar Anti-TPO)
  • ✅ Maioria bócio = observação (não precisa tratar)
  • ✅ Cirurgia apenas se sintomas, câncer ou crescimento excessivo
  • ✅ Bócio não impede vida normal na maioria dos casos

Se você tem bócio ou tireoide aumentada, mantenha acompanhamento regular com especialista para definir melhor conduta.

Dr. Jônatas Catunda

Sobre o autor

Dr. Jônatas Catunda

CRM-CE 14951 • RQE 8522

Cirurgião de Cabeça e Pescoço, especialista em tireoide. Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com residência em Cirurgia Geral no Instituto Dr. José Frota e em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital Universitário Walter Cantídio. Mestrado e Doutorado pela UFC.

Professor de Anatomia
13 anos de formado
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