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Nódulo na tireoide

Ultrassom da Tireoide: Como Ler o Laudo | Guia 2026

Tireoide heterogênea, istmo, TIRADS, volume em cm³: um cirurgião de tireoide traduz cada termo do laudo e mostra quais achados realmente mudam a conduta.

Dr. Jônatas Catunda

Dr. Jônatas Catunda· Cirurgião de Cabeça e Pescoço

CRM-CE 14951 · RQE 8522 · Mestre e Doutor pela UFC

06 de fevereiro de 2026 · 4 min de leitura

Ultrassom da Tireoide: Como Ler o Laudo | Guia 2026

O ultrassom da tireoide é o principal exame para avaliar a glândula e detectar nódulos. O laudo descreve localização, tamanho (normal: 7-15 cm³), ecotextura (homogênea ou heterogênea), ecogenicidade, presença de nódulos e linfonodos. Entenda cada termo do seu exame e saiba quando se preocupar.

Se você quer transformar o laudo em uma decisão prática, vale ver também o guia principal sobre nódulo na tireoide e quando a cirurgia realmente entra em cena.

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Ultrassom da tireoide: entenda o laudo do exame

Dr. Jônatas Catunda explica em 4:35 · ver a página do vídeo

Todo mundo precisa fazer ultrassom da tireoide de rotina?

Não. Não há necessidade de todo mundo fazer um ultrassom de rastreio da tireoide, pois isso causa a descoberta de nódulos benignos inofensivos que são extremamente comuns. Além de gerar ansiedade, esses nódulos vão ter que ser acompanhados, talvez puncionados e, como a punção nem sempre dá certeza de que é benigno, podem acabar eventualmente sendo operados.

Quem realmente precisa fazer ultrassom da tireoide?

Indicações para ultrassom:

  • Nódulos palpáveis: quem tem nódulos tireoidianos ou cervicais visíveis ou que podem ser sentidos ao toque
  • Doenças hormonais: quem já tem hipotireoidismo ou hipertireoidismo
  • História familiar: quem tem parentes com câncer de tireoide

Importante: Este texto não substitui uma consulta médica. Não trato um exame, trato um paciente que deve ser visto como um todo. Às vezes o ultrassom deixa passar despercebido algo que no exame físico está alterado.

Localização

A tireoide pode estar na localização habitual (tópica) ou fora do local dela (ectópica). Alguns pacientes têm o que chamamos de tireoide lingual, quando a tireoide não migrou da língua para o pescoço durante o período embrionário. A tireoide fica dentro da boca nesses casos.

Tamanho da tireoide

O tamanho pode estar normal, aumentado ou reduzido.

Volume normal: 7 a 15 cm³

Quando a tireoide aumenta (bócio)

A tireoide aumenta em algumas situações:

  • Deficiência de iodo
  • Doença de Graves (hipertireoidismo)
  • Bócio multinodular
  • Tireoidite de Hashimoto (estágios iniciais)

Quando a tireoide diminui

A tireoide fica reduzida no hipotireoidismo, decorrente da tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que causa atrofia da glândula. Muitos casos vão precisar repor hormônio tireoidiano.

Ecotextura

A textura da tireoide pode ser homogênea ou heterogênea. Pode ser difusamente heterogênea, o que indica alguma doença sistêmica da glândula, como a tireoidite de Hashimoto ou a doença de Graves, ou heterogênea às custas de vários nódulos.

Ecogenicidade

A tireoide normalmente é hiperecogênica em relação aos músculos ao redor, ela é mais clara. As doenças autoimunes vão deixando a glândula cada vez mais inflamada e alterada, podendo mudar para isoecogênica ou hipoecogênica. Aqui falo da tireoide, e não dos nódulos.

Lesões focais (nódulos e cistos)

As lesões focais são os nódulos ou cistos. Podem ser:

  • Únicos ou múltiplos
  • Unilaterais ou bilaterais
  • Localizados: dividimos a glândula em terço superior, médio e inferior
  • Volumosos: ocupando todo um lado da tireoide

Para nódulos, o laudo deve descrever características como tamanho, composição, ecogenicidade, margens e calcificações (classificação TIRADS). Cada uma dessas palavras tem um guia próprio:

Linfonodos do pescoço

Às vezes são encontrados linfonodos ao redor da glândula tireoide ou em cadeias laterais. O pescoço possui cerca de 300 linfonodos naturalmente, mas pode acontecer de alguns deles crescerem e chamarem a atenção.

Causas de linfonodos aumentados

  • Infecção viral ou bacteriana (maioria dos casos)
  • Metástase de câncer (câncer de tireoide pode se espalhar para linfonodos)

Sinais suspeitos no linfonodo

O ultrassonografista deve detalhar achados suspeitos:

  • Globoso (formato arredondado)
  • Degeneração cística
  • Perda da morfologia hilar
  • Margens e contornos irregulares

E se o laudo trouxe uma categoria TIRADS?

A maior parte dos laudos atuais classifica cada nódulo de TIRADS 1 a 5, somando pontos por composição, ecogenicidade, formato, margens e calcificações. É essa categoria — junto com o tamanho — que define se o nódulo precisa de punção ou apenas de acompanhamento.

Se o seu exame veio com TIRADS 3, 4 ou 5 e você quer entender o risco real de cada uma, veja o guia dedicado: TIRADS: o que significa cada categoria. Para as duas categorias mais frequentes, há textos específicos: TIRADS 3: puncionar ou acompanhar e TIRADS 4 é perigoso?.

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Perguntas Frequentes

O que significa tireoide heterogênea no ultrassom?
Tireoide heterogênea indica textura irregular, comum em doenças autoimunes como tireoidite de Hashimoto ou presença de múltiplos nódulos. Não significa necessariamente câncer.
Qual o tamanho normal da tireoide no ultrassom?
O volume normal da tireoide varia de 7 a 15 cm³. Valores acima disso indicam aumento da glândula (bócio).
Todo nódulo visto no ultrassom precisa de punção?
Não. Apenas nódulos maiores que 1 cm com características suspeitas ou nódulos menores em pacientes de alto risco precisam ser puncionados.
O que é TIRADS no laudo?
TIRADS é uma classificação de risco dos nódulos de tireoide que varia de 1 (benigno) a 5 (alta suspeita de malignidade), baseada em características ultrassonográficas.

Se o seu laudo descreveu nódulos suspeitos, o próximo passo é uma avaliação com especialista. Saiba quando o nódulo precisa operar e quando pode acompanhar — com ultrassom e PAAF no mesmo dia em Fortaleza.

Tópicos

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Se este artigo te ajudou

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O blog ajuda a orientar. A consulta serve para aplicar isso ao seu exame, ao seu histórico e à decisão que você precisa tomar agora.

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Dr. Jônatas Catunda

Sobre o autor

Dr. Jônatas Catunda

CRM-CE 14951 • RQE 8522

Cirurgião de Cabeça e Pescoço, especialista em tireoide. Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com residência em Cirurgia Geral no Instituto Dr. José Frota e em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital Universitário Walter Cantídio. Mestrado e Doutorado pela UFC.

Por que isso importa para você

• Explicação clara de exames como ultrassom, PAAF, Bethesda, tireoglobulina e risco cirúrgico

• Experiência prática com casos de nódulo, câncer de tireoide, linfonodos e seguimento

• Conteúdo feito para ajudar o paciente a decidir melhor, não para assustar ou empurrar tratamento

Professor de Anatomia
13 anos de formado
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E a categoria TIRADS do meu laudo, o que significa?

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