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Ultrassom da Tireoide: Como Ler o Laudo | Guia 2026

Entenda nódulo, tireoide heterogênea, linfonodos, TI-RADS e volume normal no ultrassom da tireoide. Veja quais achados merecem atenção.

06 de fevereiro de 20263 min de leitura
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Ultrassom da Tireoide: Como Ler o Laudo | Guia 2026

O ultrassom da tireoide é o principal exame para avaliar a glândula e detectar nódulos. O laudo descreve localização, tamanho (normal: 7-15 cm³), ecotextura (homogênea ou heterogênea), ecogenicidade, presença de nódulos e linfonodos. Entenda cada termo do seu exame e saiba quando se preocupar.

Se você quer transformar o laudo em uma decisão prática, vale ver também o guia principal sobre nódulo na tireoide e quando a cirurgia realmente entra em cena.

Todo mundo precisa fazer ultrassom da tireoide de rotina?

Não. Não há necessidade de todo mundo fazer um ultrassom de rastreio da tireoide, pois isso causa a descoberta de nódulos benignos inofensivos que são extremamente comuns. Além de gerar ansiedade, esses nódulos vão ter que ser acompanhados, talvez puncionados e, como a punção nem sempre dá certeza de que é benigno, podem acabar eventualmente sendo operados.

Quem realmente precisa fazer ultrassom da tireoide?

Indicações para ultrassom:

  • Nódulos palpáveis: quem tem nódulos tireoidianos ou cervicais visíveis ou que podem ser sentidos ao toque
  • Doenças hormonais: quem já tem hipotireoidismo ou hipertireoidismo
  • História familiar: quem tem parentes com câncer de tireoide

Importante: Este texto não substitui uma consulta médica. Não trato um exame, trato um paciente que deve ser visto como um todo. Às vezes o ultrassom deixa passar despercebido algo que no exame físico está alterado.

Localização

A tireoide pode estar na localização habitual (tópica) ou fora do local dela (ectópica). Alguns pacientes têm o que chamamos de tireoide lingual, quando a tireoide não migrou da língua para o pescoço durante o período embrionário. A tireoide fica dentro da boca nesses casos.

Tamanho da tireoide

O tamanho pode estar normal, aumentado ou reduzido.

Volume normal: 7 a 15 cm³

Quando a tireoide aumenta (bócio)

A tireoide aumenta em algumas situações:

  • Deficiência de iodo
  • Doença de Graves (hipertireoidismo)
  • Bócio multinodular
  • Tireoidite de Hashimoto (estágios iniciais)

Quando a tireoide diminui

A tireoide fica reduzida no hipotireoidismo, decorrente da tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que causa atrofia da glândula. Muitos casos vão precisar repor hormônio tireoidiano.

Ecotextura

A textura da tireoide pode ser homogênea ou heterogênea. Pode ser difusamente heterogênea, o que indica alguma doença sistêmica da glândula, como a tireoidite de Hashimoto ou a doença de Graves, ou heterogênea às custas de vários nódulos.

Ecogenicidade

A tireoide normalmente é hiperecogênica em relação aos músculos ao redor, ela é mais clara. As doenças autoimunes vão deixando a glândula cada vez mais inflamada e alterada, podendo mudar para isoecogênica ou hipoecogênica. Aqui falo da tireoide, e não dos nódulos.

Lesões focais (nódulos e cistos)

As lesões focais são os nódulos ou cistos. Podem ser:

  • Únicos ou múltiplos
  • Unilaterais ou bilaterais
  • Localizados: dividimos a glândula em terço superior, médio e inferior
  • Volumosos: ocupando todo um lado da tireoide

Para nódulos, o laudo deve descrever características como tamanho, composição, ecogenicidade, margens e calcificações (classificação Ti-RADS).

Linfonodos do pescoço

Às vezes são encontrados linfonodos ao redor da glândula tireoide ou em cadeias laterais. O pescoço possui cerca de 300 linfonodos naturalmente, mas pode acontecer de alguns deles crescerem e chamarem a atenção.

Causas de linfonodos aumentados

  • Infecção viral ou bacteriana (maioria dos casos)
  • Metástase de câncer (câncer de tireoide pode se espalhar para linfonodos)

Sinais suspeitos no linfonodo

O ultrassonografista deve detalhar achados suspeitos:

  • Globoso (formato arredondado)
  • Degeneração cística
  • Perda da morfologia hilar
  • Margens e contornos irregulares

Assista também

Se o seu laudo descreveu nódulos suspeitos, o próximo passo é uma avaliação com especialista. Saiba quando o nódulo precisa operar e quando pode acompanhar — com ultrassom e PAAF no mesmo dia em Fortaleza.

Sobre o autor

Dr. Jônatas Catunda Cirurgião de cabeça e pescoço, especialista em tireoide. Formado pela Universidade Federal do Ceará, professor universitário, mestrado em cirurgia pela UFC, doutorando em cirurgia pela UFC. CRM 14951 RQE 8522

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Dr. Jônatas Catunda

Sobre o autor

Dr. Jônatas Catunda

CRM-CE 14951 • RQE 8522

Cirurgião de Cabeça e Pescoço, especialista em tireoide. Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com residência em Cirurgia Geral no Instituto Dr. José Frota e em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital Universitário Walter Cantídio. Mestrado e Doutorado pela UFC.

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Professor de Anatomia
13 anos de formado
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