Dr. Jônatas Catunda

REVISÃO DE TRATAMENTO

Será que meu tratamento de tireoide está certo?

Você toma levotiroxina mas ainda tem sintomas? TSH não normaliza? Vou revisar seu tratamento e ajustar a conduta para você se sentir melhor.

Revisão completa do tratamentoAnálise de examesAjuste de medicação

Revisão necessária

Quando o tratamento precisa ser revisado

Muitos pacientes continuam com sintomas mesmo tomando levotiroxina corretamente. Os principais sinais de que seu tratamento precisa ser revisto:

Sintomas persistentes: Cansaço excessivo, ganho de peso inexplicado, queda de cabelo, unhas fracas, pele seca, dificuldade de concentração.

Exames desajustados: TSH fora do alvo terapêutico, T4 livre inadequado, necessidade frequente de ajuste de dose.

Na consulta, reviso todos os seus exames, analiso sintomas e sugiro ajustes baseados em evidências científicas.

Revisão completa de exames (TSH, T4, anticorpos)

Análise de sintomas persistentes

Ajuste de dose se necessário

Orientação sobre horário e forma de tomar

Exames laboratoriais de tireoide

Vídeo explicativo

Como saber se seu tratamento está correto?

Entenda o medicamento

Como funciona a levotiroxina no corpo

A levotiroxina é o hormônio T4 sintético, idêntico ao produzido pela tireoide. Quando você toma o comprimido, ele substitui o hormônio que sua tireoide não está produzindo adequadamente.

O que acontece após tomar a levotiroxina

  • Absorção: Ocorre principalmente no intestino delgado, 30 a 60 minutos após ingerir. Por isso deve ser tomada em jejum, longe de alimentos que podem prejudicar a absorção (café, leite, cálcio, ferro).
  • Conversão: O T4 é convertido em T3 (forma ativa) nos tecidos do corpo. Cerca de 80% do T3 circulante vem dessa conversão periférica, não da tireoide.
  • Ação celular: O T3 entra nas células e regula o metabolismo, produção de energia, temperatura corporal, crescimento e desenvolvimento.
  • Tempo de ação: A levotiroxina tem meia-vida de 7 dias, ou seja, leva cerca de 6 semanas para atingir níveis estáveis no sangue. Por isso, ajustes de dose devem ser feitos com intervalos de pelo menos 4-6 semanas.

Por que o tratamento pode não funcionar

Mesmo tomando a medicação, alguns fatores podem prejudicar a eficácia do tratamento:

  • Dose inadequada: Muito baixa (sintomas persistem) ou muito alta (sintomas de hipertireoidismo)
  • Absorção prejudicada: Tomar com alimentos, café, ou próximo a outros medicamentos (antiácidos, cálcio, ferro, omeprazol)
  • Problemas de conversão T4→T3: Deficiência de selênio, inflamação crônica, uso de alguns medicamentos
  • Marca do medicamento: Troca frequente de marca pode causar variação na absorção
  • Doença celíaca não diagnosticada: Prejudica absorção intestinal
💭

"Meu TSH não normaliza. Será que a dose está errada?"

TSH difícil de controlar é frustrante, mas geralmente tem explicação. As causas mais comuns são: dose inadequada para o seu peso e metabolismo, problemas de absorção intestinal, tomar o medicamento no horário errado ou com alimentos que interferem, troca frequente de marca (cada uma tem biodisponibilidade diferente), ou interações com outros medicamentos (como omeprazol, antiácidos, suplementos de cálcio ou ferro). Na consulta, faço uma análise detalhada do seu histórico de TSH, avalio como você toma a medicação, investigo possíveis causas de má absorção e ajusto a dose de forma individualizada. A maioria dos casos se resolve com esses ajustes finos.

Causas

Principais causas de hipotireoidismo

1. Tireoidite de Hashimoto (mais comum)

Doença autoimune em que o próprio sistema imunológico ataca a tireoide. Representa 90% dos casos de hipotireoidismo em áreas com ingestão adequada de iodo. Mais comum em mulheres, com história familiar positiva em 50% dos casos. Identificada pela presença de anticorpos anti-TPO e/ou anti-tireoglobulina. A destruição da tireoide é progressiva e geralmente leva anos até causar hipotireoidismo clinicamente evidente.

2. Hipotireoidismo pós-cirúrgico

Após tireoidectomia total (remoção completa da tireoide), o hipotireoidismo é permanente e esperado. Após tireoidectomia parcial, depende de quanto tecido tireoidiano restou funcionante. Nestes casos, a reposição hormonal começa logo após a cirurgia e a dose é ajustada conforme exames de controle.

3. Tratamento com iodo radioativo

Usado para tratar hipertireoidismo (doença de Graves, bócio tóxico) ou como complemento no tratamento de câncer de tireoide. O iodo radioativo destrói as células tireoidianas, levando ao hipotireoidismo em 80-90% dos casos no primeiro ano. É um efeito esperado e planejado do tratamento.

4. Medicamentos

Alguns medicamentos podem causar ou agravar hipotireoidismo:

  • Amiodarona: Medicamento cardíaco rico em iodo, pode causar hipo ou hipertireoidismo
  • Lítio: Usado em transtorno bipolar, inibe liberação de hormônios tireoidianos
  • Imunoterapias: Tratamentos oncológicos modernos podem desencadear tireoidite autoimune
  • Interferon alfa: Usado em hepatites, pode causar disfunção tireoidiana

5. Deficiência de iodo

Ainda é a causa mais comum de hipotireoidismo no mundo, mas rara no Brasil devido à iodação obrigatória do sal. Pode ocorrer em pessoas que não usam sal iodado (dietas restritivas) ou em regiões remotas. A deficiência causa bócio (aumento da tireoide) como mecanismo compensatório.

6. Causas raras

  • Hipotireoidismo congênito: Bebê nasce sem tireoide ou com tireoide que não funciona (detectado no teste do pezinho)
  • Tireoidite subaguda: Inflamação viral da tireoide, geralmente temporária
  • Hipotireoidismo central: Problema na hipófise ou hipotálamo (TSH baixo ou inapropriadamente normal)
  • Resistência ao hormônio tireoidiano:Condição genética rara

Doença autoimune

Tireoidite de Hashimoto explicada

A Tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo no Brasil e no mundo. É uma doença autoimune em que o sistema imunológico produz anticorpos que atacam a própria tireoide, causando inflamação crônica e destruição progressiva da glândula.

Por que acontece?

Não sabemos exatamente o que desencadeia a doença, mas envolve combinação de fatores:

  • Genética: 50% dos pacientes têm história familiar de doença autoimune de tireoide. Se sua mãe tem Hashimoto, você tem 50% de chance de desenvolver.
  • Sexo feminino: 5-10x mais comum em mulheres. Hormônios femininos podem modular resposta imune.
  • Gatilhos ambientais: Infecções virais, estresse intenso, parto, excesso de iodo, deficiência de vitamina D podem desencadear em pessoas predispostas.
  • Outras doenças autoimunes: Hashimoto é mais comum em quem tem diabetes tipo 1, doença celíaca, vitiligo, artrite reumatoide.

Como é feito o diagnóstico

  • TSH elevado: Primeiro sinal de que a tireoide está falhando. Pode estar alto anos antes dos sintomas aparecerem.
  • T4 livre baixo ou normal: Quando T4 está baixo, o hipotireoidismo é evidente. Se T4 está normal com TSH alto, chamamos de hipotireoidismo subclínico.
  • Anticorpos positivos: Anti-TPO (anti-peroxidase) positivo em 90% dos casos. Anti-tireoglobulina positivo em 50-70%. A presença de anticorpos confirma a natureza autoimune.
  • Ultrassom de tireoide: Mostra tireoide com textura heterogênea, aspecto "sujo", hipoecóica. Pode ter nódulos associados.

Tratamento e evolução

O tratamento é reposição de levotiroxina quando TSH está elevado ou na presença de sintomas. Não existe tratamento para "parar" o processo autoimune.

  • Hipotireoidismo subclínico: TSH alto (4,5-10) com T4 normal. Trata-se quando TSH >10, presença de sintomas, anticorpos positivos, gravidez ou desejo de engravidar.
  • Hipotireoidismo clínico: TSH alto e T4 baixo. Sempre precisa tratamento.
  • Evolução: A destruição da tireoide é progressiva. A maioria dos pacientes precisa de aumento gradual da dose de levotiroxina ao longo dos anos.
  • Qualidade de vida: Com tratamento adequado, qualidade de vida é normal. A doença não reduz expectativa de vida nem traz outras complicações se bem controlada.

Posso fazer algo para melhorar além da medicação?

  • Suplementação de selênio: Estudos mostram que 200mcg/dia de selênio pode reduzir anticorpos e sintomas em alguns pacientes
  • Vitamina D adequada: Corrigir deficiência de vitamina D pode ajudar na modulação imune
  • Evitar excesso de iodo: Suplementos com iodo podem piorar a tireoidite em algumas pessoas
  • Investigar doença celíaca: Se sintomas persistem apesar de TSH controlado, fazer triagem para doença celíaca (comum em Hashimoto)
  • Controle de estresse: Estresse crônico pode piorar doenças autoimunes

Passo a passo

Como funciona a revisão do tratamento

1

Agende sua consulta

Online com calendário ou presencial com WhatsApp

2

Envio de exames

TSH, T4 livre, anticorpos, ultrassons anteriores

3

Consulta completa

Analiso exames, sintomas e histórico completo (presencial ou por vídeo)

4

Plano de ação

Ajuste de medicação, novos exames, seguimento estruturado

Depoimentos reais

O que dizem nossos pacientes

TC

Tereza Cristina

Consulta online • Out 2024

"Consulta online muito boa. Consegui tirar todas as minhas dúvidas e recebi orientações claras sobre meu tratamento. Dr. Jônatas é muito atencioso e explica tudo com calma."

IM

Irlene Moura

Consulta presencial • Ago 2024

"Excelente profissional! Muito competente e cuidadoso. Revisou todos os meus exames e ajustou minha medicação. Estou me sentindo muito melhor."

Diferenciais

Por que revisar com especialista

Foco exclusivo em tireoide

Não sou generalista, conheço as nuances

Análise crítica de exames

TSH isolado não basta, avalio quadro completo

Ajuste fino de medicação

Dose individual para seus sintomas

Seguimento estruturado

Quando repetir exames, o que monitorar

Orientação sobre interações

Alimentos e medicamentos que interferem

Segunda opinião fundamentada

Baseada em evidências científicas

FAQ

Perguntas frequentes sobre tratamento de tireoide

💬

"Nenhum médico conseguiu me explicar por que não melhoro..."

Entendo sua frustração. Muitos pacientes chegam até mim após anos tomando levotiroxina sem melhora dos sintomas. O problema é que o tratamento de hipotireoidismo vai além de apenas receitar um comprimido. É preciso: avaliar se a dose está realmente adequada para VOCÊ (não existe dose padrão), verificar se está tomando no horário correto e longe de interferentes, investigar outras causas de sintomas (como deficiência de vitamina D, anemia, apneia do sono), avaliar se há problemas de conversão de T4 em T3, e considerar se outras condições autoimunes estão presentes. Como especialista, faço essa investigação completa. Na maioria das vezes, conseguimos identificar o que está faltando e você finalmente se sente melhor.

Tire suas dúvidas sobre seu tratamento de tireoide

Consulta online disponível para todo o Brasil. Reviso seus exames, ajusto medicação e você recebe orientação completa por escrito.