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Hipertireoidismo

Doença de Graves: Olhos Saltados, Sintomas e Tratamento | Guia 2026

A Doença de Graves é uma causa frequente de hipertireoidismo e pode provocar palpitações, tremores e olhos saltados. Entenda diagnóstico, tratamento e o que esperar do acompanhamento.

Dr. Jônatas Catunda

Dr. Jônatas Catunda· Cirurgião de Cabeça e Pescoço

CRM-CE 14951 · RQE 8522 · Mestre e Doutor pela UFC

06 de fevereiro de 2026 · 10 min de leitura

Doença de Graves: Olhos Saltados, Sintomas e Tratamento | Guia 2026

Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo (70% dos casos). Doença autoimune: anticorpo TRAb estimula tireoide a produzir hormônios em excesso. Sintomas: perda de peso, palpitações, tremores, ansiedade, intolerância ao calor, olhos saltados (proptose - 30%). Diferente de Hashimoto que destrói tireoide. Tratamento: metimazol (medicamento), radioiodo ou cirurgia. Oftalmopatia pode precisar corticoide ou cirurgia orbital.

O que é doença de Graves

Doença de Graves é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico produz anticorpos (TRAb - anticorpo receptor de TSH) que estimulam excessivamente a tireoide, causando produção descontrolada de hormônios tireoidianos (T3 e T4).

Descoberta: 1835, pelo médico irlandês Robert James Graves Prevalência: 1-2% da população Causa mais comum: 70% dos casos de hipertireoidismo

Diferença entre Graves e Hashimoto

Ambas são doenças autoimunes da tireoide, mas efeitos opostos:

AspectoGravesHashimoto
AnticorpoTRAb (estimula)Anti-TPO (destrói)
EfeitoHipertireoidismoHipotireoidismo
TSHBaixo (menor que 0.1)Alto (maior que 5)
T4 livreAlto (maior que 1.8)Baixo (menor que 0.8)
Produção hormonalAumentadaDiminuída
MetabolismoAceleradoLento
Olhos saltadosSim (30%)Não
TratamentoMedicamento, radioiodo ou cirurgiaLevotiroxina

Causas da doença de Graves

1. Fator autoimune (principal)

Como funciona:

  1. Sistema imunológico produz anticorpo TRAb
  2. TRAb se liga ao receptor de TSH na tireoide
  3. Tireoide é "enganada" e produz hormônios sem controle
  4. Hipófise tenta frear produzindo menos TSH
  5. Mas TRAb continua estimulando (não responde à hipófise)

Por que anticorpo aparece:

  • Não se sabe exatamente
  • Predisposição genética + gatilho ambiental
  • Não é culpa do paciente

2. Genética

Risco familiar:

  • 50% dos pacientes têm parente com doença autoimune
  • Se mãe tem Graves: 20% de chance nos filhos
  • Genes envolvidos: HLA-DR3, CTLA-4, PTPN22

3. Sexo feminino

Mulheres: 5-10x mais comum que homens

  • Hormônios femininos (estrogênio) influenciam sistema imunológico
  • Pico de incidência: 30-50 anos
  • Pode aparecer após gravidez (tireoidite pós-parto evoluindo para Graves)

4. Fatores desencadeantes (gatilhos)

Podem iniciar o processo:

  • Estresse: físico ou emocional intenso
  • Infecções virais: gripe, COVID-19
  • Gravidez e pós-parto: mudanças hormonais
  • Excesso de iodo: amiodarona, contrastes iodados
  • Tabagismo: aumenta risco em 3-4x (especialmente para oftalmopatia)

5. Outras doenças autoimunes

Associação comum:

  • Diabetes tipo 1 (5-10%)
  • Vitiligo (5%)
  • Doença celíaca (3%)
  • Artrite reumatoide
  • Lúpus
  • Insuficiência adrenal (Addison)

Sintomas da doença de Graves

Sintomas de hipertireoidismo (todos os pacientes)

1. Perda de peso (90%)

  • Típico: 5-15 kg em 3-6 meses
  • Apetite normal ou até aumentado
  • Come muito mas emagrece
  • Metabolismo acelerado

2. Palpitações e taquicardia (85%)

  • Batimentos rápidos (maior que 100 bpm)
  • Sensação de coração "disparado"
  • Arritmias (fibrilação atrial em 10-15%)

3. Tremores (80%)

  • Mãos tremendo (visível ao estender braços)
  • Dificuldade para escrever, segurar copo
  • Piora com nervosismo

4. Intolerância ao calor e sudorese (75%)

  • Sente muito calor quando outros não sentem
  • Suor excessivo
  • Prefere ambientes frios

5. Ansiedade e irritabilidade (70%)

  • Nervosismo constante
  • Irritação fácil
  • Inquietação
  • Insônia
  • Pensamento acelerado

6. Fraqueza muscular (60%)

  • Cansaço aos esforços
  • Dificuldade subir escadas
  • Miopatia proximal (coxas e braços)

7. Diarreia (50%)

  • Evacuações frequentes (3-5x/dia)
  • Fezes amolecidas
  • Intestino acelerado

8. Menstruação irregular (mulheres)

  • Fluxo diminuído (oligomenorreia)
  • Ausência de menstruação (amenorreia)
  • Ciclos irregulares

Sinais ESPECÍFICOS da Doença de Graves

1. Oftalmopatia de Graves (olhos saltados) - 30%

Proptose (exoftalmia):

  • Olhos "pulando para fora"
  • Aspecto de "olhar fixo"
  • Dificuldade fechar pálpebras completamente

Outros sintomas oculares:

  • Sensação de areia nos olhos
  • Lacrimejamento excessivo
  • Visão dupla (diplopia)
  • Dor retro-ocular
  • Vermelhidão ocular

Gravidade variável:

  • Leve: apenas protrusão discreta
  • Moderada: sintomas incômodos
  • Grave: risco de perda visual (1-5%)

Importante: Oftalmopatia pode piorar APÓS tratamento do hipertireoidismo (especialmente com radioiodo).

2. Dermopatia de Graves (mixedema pré-tibial) - 3-5%

Características:

  • Pele espessada na canela (região pré-tibial)
  • Aspecto de "casca de laranja"
  • Coloração avermelhada/marrom
  • Geralmente não coça nem dói

3. Bócio difuso (90%)

Características:

  • Aumento difuso da tireoide (ambos lobos)
  • Consistência macia, elástica
  • Sopro audível na ausculta (aumento de vascularização)
  • Pode causar compressão (raro)

Diagnóstico da doença de Graves

1. Exames laboratoriais

TSH e hormônios tireoidianos

ExameValor normalGraves
TSH0.5-4.5 mUI/LMenor que 0.1 (suprimido)
T4 livre0.8-1.8 ng/dLMaior que 2.0 (elevado)
T3 livre2.0-4.4 pg/mLMaior que 5.0 (elevado)

Padrão típico:

  • TSH muito baixo (menor que 0.1)
  • T4 e T3 elevados
  • T3 pode estar mais elevado que T4

Entenda: Exames de tireoide

Anticorpos (confirma Graves)

TRAb (anticorpo receptor de TSH):

  • Positivo: maior que 1.75 UI/L
  • Em Graves: geralmente maior que 10 UI/L
  • Sensibilidade: 95-99% (quase sempre positivo)
  • Especificidade: 99% (positivo = Graves)

Outros anticorpos:

  • Anti-TPO: positivo em 70% (mas não específico - também em Hashimoto)
  • Anti-Tg: positivo em 50%

2. Ultrassom de tireoide

Achados típicos:

  • Tireoide aumentada difusamente (volume maior que 25 mL)
  • Hipoecogenicidade difusa
  • Hipervascularização (Doppler: "inferno tireoidiano")
  • Ausência de nódulos (bócio difuso homogêneo)

Ultrassom da tireoide

3. Cintilografia de tireoide (opcional)

Quando solicitar:

  • Dúvida diagnóstica (TRAb negativo)
  • Diferenciar Graves de tireoidite subaguda
  • Diferenciar de bócio tóxico multinodular

Achados em Graves:

  • Captação aumentada (maior que 30%)
  • Captação difusa homogênea
  • Captação precoce (4-6 horas) e tardia (24 horas)

Outros diagnósticos:

  • Tireoidite subaguda: captação baixa (menor que 5%)
  • Bócio tóxico: captação em nódulos (não difusa)

4. Avaliação oftalmológica

Quando solicitar:

  • Todo paciente com Graves (rastreamento)
  • Sintomas oculares (proptose, diplopia, dor)
  • Antes de iniciar radioiodoterapia (pode piorar oftalmopatia)

Exames:

  • Medida de exoftalmia (exoftalmômetro de Hertel)
  • Campimetria (avaliar visão)
  • Ressonância de órbitas (casos graves)

Tratamento da doença de Graves

Opção 1: Medicamentos antitireoidianos

Metimazol (Tapazol):

  • Dose inicial: 10-40 mg/dia (conforme gravidade)
  • Bloqueia produção de hormônios
  • Tomar 1-2x/dia
  • Tempo de tratamento: 12-18 meses

Propiltiouracil (PTU):

  • Usado na gravidez (1º trimestre) e crise tireotóxica
  • Dose: 100-600 mg/dia (3x/dia)
  • Mais efeitos colaterais que metimazol

Vantagens:

  • ✅ Não destrói tireoide
  • ✅ Chance de remissão (30-50% após 12-18 meses)
  • ✅ Reversível (para medicamento se remissão)

Desvantagens:

  • ❌ Precisa tomar diariamente por 12-18 meses
  • ❌ Taxa de recidiva 50-70%
  • ❌ Efeitos colaterais (coceira, agranulocitose rara)

Efeitos colaterais:

  • Comuns: coceira, erupção cutânea (5%)
  • Raros mas graves: agranulocitose (0.3%) - queda de leucócitos
  • Hepatotoxicidade (rara)

Monitoramento:

  • 🩸 Hemograma antes de iniciar
  • 🩸 TSH, T4 livre a cada 4-6 semanas (ajustar dose)
  • ⚠️ Procurar médico se: febre, dor de garganta, úlceras bucais (agranulocitose)

Leia mais: Medicamentos para hipertireoidismo (próximo post)

Opção 2: Radioiodoterapia (iodo radioativo)

Como funciona:

  • Tomar cápsula de I-131
  • Iodo radioativo destrói células tireoidianas
  • Tireoide diminui de tamanho
  • Produção de hormônio normaliza (ou cai demais → hipotireoidismo)

Vantagens:

  • ✅ Definitivo (cura em 80-90% após 1 dose)
  • ✅ Sem cirurgia
  • ✅ Tratamento ambulatorial

Desvantagens:

  • ❌ 80% desenvolvem hipotireoidismo (precisa levotiroxina vitalícia)
  • ❌ Pode piorar oftalmopatia (30-40% dos casos)
  • ❌ Contraindicado na gravidez/amamentação
  • ❌ Evitar gravidez por 6-12 meses após

Indicações:

  • Recidiva após medicamento
  • Não quer tomar medicamento por anos
  • Alto risco cirúrgico
  • Graves sem oftalmopatia ou oftalmopatia leve

Contraindicações:

  • Gravidez e amamentação
  • Oftalmopatia moderada/grave (pode piorar)
  • Planejando engravidar em menos de 6 meses

Preparo:

  • Suspender metimazol 3-7 dias antes
  • Dieta pobre em iodo (7-10 dias antes)
  • Teste de gravidez negativo
  • Avaliação oftalmológica

Opção 3: Cirurgia (tireoidectomia)

Tipo de cirurgia:

Vantagens:

  • ✅ Cura imediata e definitiva
  • ✅ Não piora oftalmopatia
  • ✅ Permite gravidez logo após (3 meses)

Desvantagens:

  • ❌ Cirurgia (riscos: hipoparatireoidismo 5%, rouquidão 1-2%)
  • ❌ Hipotireoidismo vitalício (100%)
  • ❌ Cicatriz no pescoço

Indicações:

  • Oftalmopatia moderada/grave (não pode fazer radioiodo)
  • Bócio volumoso (maior que 80g)
  • Nódulos suspeitos associados
  • Gravidez planejada em breve
  • Preferência do paciente

Preparo:

  • Normalizar hormônios com metimazol antes (4-8 semanas)
  • Iodo de Lugol 7-10 dias antes (reduz vascularização)
  • Laringoscopia pré-operatória

Leia mais: Recuperação da tireoidectomia


Comparação dos tratamentos

AspectoMedicamentoRadioiodoCirurgia
Duração tratamento12-18 meses1 dia1 dia
Cura definitiva30-50%80-90%100%
Recidiva50-70%10-20%0%
HipotireoidismoRaro (5%)80%100%
OftalmopatiaNão pioraPode piorar (30-40%)Não piora
GravidezPode engravidar (trocar para PTU)Esperar 6-12 mesesEsperar 3 meses
CustoBaixo (medicamento barato)MédioAlto
RiscosAgranulocitose (0.3%)Tireoidite actínicaHipoparatireoidismo (5%), rouquidão (1-2%)

Tratamento da oftalmopatia de Graves

Oftalmopatia leve

Medidas conservadoras:

  • Colírios lubrificantes (lágrimas artificiais)
  • Óculos escuros
  • Elevação da cabeceira ao dormir
  • Parar de fumar (essencial!)
  • Controlar hipertireoidismo

Oftalmopatia moderada/grave

Corticoides (prednisolona):

  • Dose: 0.5-1 mg/kg/dia
  • Via oral ou pulsoterapia endovenosa
  • Duração: 12-24 semanas
  • Reduz inflamação orbital

Radioterapia orbital:

  • 20 Gy em 10 sessões
  • Complementa corticoides
  • Reduz inflamação

Cirurgia descompressiva orbital:

  • Remove osso da órbita
  • Cria mais espaço para olho
  • Indicada em casos graves com risco de perda visual

Cirurgia de estrabismo:

  • Corrige visão dupla
  • Após fase inflamatória (6-12 meses)

Sequência de tratamento

  1. Fase ativa (inflamação): corticoides ± radioterapia
  2. Controlar hipertireoidismo: metimazol ou cirurgia (não radioiodo)
  3. Fase inativa (6-12 meses): cirurgia descompressiva se necessário
  4. Reabilitação: cirurgia de estrabismo, pálpebras

Graves e gravidez

Riscos do hipertireoidismo não tratado

Para a mãe:

  • Pré-eclâmpsia
  • Insuficiência cardíaca
  • Crise tireotóxica

Para o bebê:

  • Aborto espontâneo
  • Parto prematuro
  • Baixo peso ao nascer
  • Hipertireoidismo neonatal (TRAb atravessa placenta)

Tratamento na gravidez

1º trimestre:

  • Propiltiouracil (PTU): preferido (menor risco de malformações)
  • Dose mínima eficaz
  • Meta: T4 livre no limite superior do normal

2º e 3º trimestres:

  • Pode trocar para metimazol (se preferir)
  • Ou manter PTU
  • Meta: T4 livre normal alto

Monitoramento:

  • TSH, T4 livre mensal
  • TRAb no 3º trimestre (prediz hipertireoidismo neonatal)
  • Ultrassom fetal (crescimento)

Cirurgia:

  • Indicada se: reação grave a medicamentos, dose muito alta necessária
  • Melhor época: 2º trimestre
  • Preparo: normalizar hormônios antes

Radioiodo:

  • Absolutamente contraindicado na gravidez (destrói tireoide fetal)

Amamentação

  • ✅ Pode amamentar com metimazol ou PTU
  • Dose: máximo 20 mg/dia (metimazol) ou 300 mg/dia (PTU)
  • Tomar logo após amamentar (minimiza concentração no leite)

Perguntas frequentes

Perguntas Frequentes

Doença de Graves tem cura?
Pode entrar em remissão (30-50% após 12-18 meses de medicamento). Mas recidiva ocorre em 50-70%. Tratamentos definitivos (radioiodo, cirurgia) 'curam' mas causam hipotireoidismo vitalício (precisa levotiroxina).
Olhos saltados voltam ao normal?
Depende. Oftalmopatia leve pode melhorar parcialmente após controlar hipertireoidismo. Moderada/grave: geralmente fica sequela, mas melhora com tratamento (corticoides, cirurgia descompressiva). Controlar hormônios não reverte proptose.
Graves é pior que Hashimoto?
Não, são diferentes. Graves: hipertireoidismo (sintomas mais agudos mas tratável). Hashimoto: hipotireoidismo (sintomas crônicos, tratamento vitalício simples). Graves tem oftalmopatia (30%) que Hashimoto não tem.
Posso engravidar com Graves?
Sim, mas deve controlar hipertireoidismo antes (hormônios normais). Tratar com PTU na gravidez. TRAb alto pode causar hipertireoidismo no bebê. Planeje gravidez com endocrinologista.
Radioiodo é perigoso?
Não. Dose de radiação é pequena e concentrada na tireoide. Não causa câncer. Mas 80% desenvolvem hipotireoidismo (esperado). Principal preocupação: pode piorar oftalmopatia (contraindicado se grave).
Metimazol engorda?
Indiretamente sim. Ao normalizar hormônios, metabolismo desacelera (volta ao normal). Paciente pode ganhar 3-5 kg (recuperando peso perdido pelo hipertireoidismo). Não é efeito colateral do medicamento, é normalização do metabolismo.
Quanto tempo leva para melhorar com metimazol?
Sintomas: 2-4 semanas (palpitações, tremores). TSH normalizar: 6-12 semanas. Olhos: oftalmopatia pode continuar ativa por 6-18 meses mesmo com hormônios controlados.
Preciso parar de fumar?
ESSENCIAL, especialmente se tem oftalmopatia. Fumo aumenta risco de oftalmopatia em 4x e piora muito a progressão. Também aumenta chance de recidiva após tratamento.

Quando procurar um especialista

Procure endocrinologista se:

  • ✅ Diagnóstico recente de Graves
  • ✅ Sintomas de hipertireoidismo (perda de peso, palpitações, tremores)
  • ✅ Olhos saltados ou sintomas oculares
  • ✅ TSH baixo em exame de rotina
  • ✅ Planejando engravidar e tem Graves
  • ✅ Recidiva após tratamento

Procure oftalmologista se:

  • ✅ Proptose (olhos saltados)
  • ✅ Visão dupla
  • ✅ Dor retro-ocular
  • ✅ Perda de visão

Procure cirurgião de cabeça e pescoço se:

  • ✅ Indicação de tireoidectomia
  • ✅ Bócio volumoso compressivo
  • ✅ Nódulos associados

Conclusão

Doença de Graves é a principal causa de hipertireoidismo, caracterizada pela produção excessiva de hormônios tireoidianos devido a anticorpos estimulantes (TRAb). Sintomas incluem perda de peso, palpitações, tremores, ansiedade e, em 30% dos casos, olhos saltados (oftalmopatia). Tratamento pode ser com medicamentos (metimazol), radioiodo ou cirurgia, cada opção com vantagens e desvantagens específicas.

Pontos-chave:

  • ✅ Causa: anticorpo TRAb estimula tireoide
  • ✅ Sintomas: perda de peso, palpitações, olhos saltados (30%)
  • ✅ Diagnóstico: TSH baixo + T4 alto + TRAb positivo
  • ✅ Tratamento: metimazol 12-18 meses, radioiodo ou cirurgia
  • ✅ Oftalmopatia: pode precisar corticoides ou cirurgia orbital

Com tratamento adequado, Graves é controlável e permite vida normal. Escolha do tratamento deve ser individualizada considerando idade, oftalmopatia, planos de gravidez e preferências do paciente.

Tópicos

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Dr. Jônatas Catunda

Sobre o autor

Dr. Jônatas Catunda

CRM-CE 14951 • RQE 8522

Cirurgião de Cabeça e Pescoço, especialista em tireoide. Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com residência em Cirurgia Geral no Instituto Dr. José Frota e em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital Universitário Walter Cantídio. Mestrado e Doutorado pela UFC.

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