Sobre este vídeo
Descrição
Duas pacientes receberam praticamente o mesmo diagnóstico: carcinoma papilífero da tireoide com menos de 1 cm, o chamado microcarcinoma papilífero. Na primeira paciente, o câncer estava restrito à tireoide. Ela também apresentava nódulos no outro lado da glândula, foi submetida à tireoidectomia total, não havia linfonodos suspeitos e apresentou excelente resposta ao tratamento, com tireoglobulina indetectável. A segunda paciente também tinha um tumor menor que 1 cm. Porém, já apresentava metástases linfonodais nos dois lados do pescoço. Foi necessário realizar tireoidectomia, esvaziamento cervical bilateral e esvaziamento do compartimento central. Durante a cirurgia, ainda havia linfonodos em uma localização pouco habitual, atrás da carótida. Como dois tumores do mesmo tipo e do mesmo tamanho podem representar doenças tão diferentes? Neste vídeo, explico: * o que realmente significa microcarcinoma papilífero; * por que o tamanho do tumor não determina sozinho sua gravidade; * quando a vigilância ativa pode ser considerada; * quais pacientes não devem apenas acompanhar; * quando a cirurgia imediata pode ser a melhor escolha; * quais são os riscos de tratar demais e de tratar de menos. Vigilância ativa não significa abandonar o câncer. É uma estratégia reconhecida para pacientes cuidadosamente selecionados, sem linfonodos comprometidos, sem invasão de estruturas vizinhas e com condições de realizar um acompanhamento rigoroso. A decisão entre operar e acompanhar deve ser individualizada, considerando as características do tumor, a avaliação dos linfonodos, a idade, a segurança do seguimento e a preferência do paciente. Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação médica individualizada. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ 🩺 CONSULTA ONLINE com Dr. Jônatas Catunda
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