Hiperparatireoidismo
Cálcio e PTH altos no exame? Isso quase sempre tem cura — e a cura é cirúrgica.
Na grande maioria dos casos, uma única glândula paratireoide adoeceu e está roubando cálcio dos seus ossos. Retirar essa glândula resolve o problema em mais de 95% das vezes. O que muda o resultado é o diagnóstico correto e a decisão no tempo certo.
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O que é hiperparatireoidismo e por que ele precisa ser tratado
As paratireoides são quatro glândulas do tamanho de uma ervilha, coladas atrás da tireoide. Elas produzem o PTH (paratormônio), o hormônio que controla o cálcio do corpo. No hiperparatireoidismo primário, uma dessas glândulas desenvolve um tumor benigno (adenoma) e passa a produzir PTH sem freio — em 85% dos casos é uma só glândula. O corpo obedece: tira cálcio do osso e joga no sangue.
É por isso que o exame mostra cálcio alto e PTH alto ao mesmo tempo — uma combinação que praticamente fecha o diagnóstico. E é por isso que a doença cobra o preço nos ossos e nos rins mesmo em quem se sente bem. Medicação não desliga a glândula doente: o único tratamento que cura o hiperparatireoidismo primário é retirá-la.
8,5 – 10,5
Cálcio total normal (mg/dL)
15 – 65
PTH normal (pg/mL)
>95%
Taxa de cura após a cirurgia
Qual é a sua situação?
Qual dessas situações parece com a sua?
Meu cálcio veio alto no exame de rotina.
Quero saber se é a paratireoide e o que precisa ser investigado agora.
Meu PTH está alto e ninguém explicou o motivo.
PTH alto com cálcio alto e PTH alto com cálcio normal são doenças diferentes.
Tenho pedra nos rins de repetição ou osteoporose.
Duas das principais consequências do hiperparatireoidismo não tratado.
Me disseram para só acompanhar, mas estou em dúvida.
Existem critérios objetivos que indicam cirurgia mesmo sem sintomas.
Cálcio e PTH altos no mesmo exame? Isso merece avaliação especializada.
Consulta online disponível
Como resolvemos isso
Do exame alterado à decisão sobre operar, com critério.
Confirmamos o diagnóstico
Cálcio total e iônico, PTH, vitamina D, função renal e cálcio urinário de 24h. Esse conjunto separa o hiperparatireoidismo primário do secundário e de outras causas de cálcio alto.
Localizamos a glândula doente
Ultrassom cervical e cintilografia com sestamibi (MIBI) mostram qual das quatro glândulas está aumentada — o que permite uma cirurgia menor e mais precisa.
Definimos a conduta
Cirurgia quando há critério, ou acompanhamento estruturado quando não há. Você sai da consulta sabendo qual é o seu caso e por quê.
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O que a doença já pode ter causado
"Eu não sinto nada" é o sintoma mais comum do hiperparatireoidismo
Mais de 70% dos pacientes se consideram assintomáticos no diagnóstico. Só que, olhando de perto, muitos já conviviam há anos com queixas que atribuíam à idade, ao estresse ou à rotina. E o osso não avisa quando está perdendo cálcio.
Rins
Pedra nos rins de repetição (até 50% dos casos), cálcio depositado no rim (nefrocalcinose) e perda progressiva de função renal.
Ossos
Osteoporose precoce, dor óssea e fraturas por trauma pequeno. O osso é de onde o cálcio está sendo retirado.
Cabeça
Cansaço que não passa, falta de memória e concentração, irritabilidade e humor deprimido — frequentemente confundidos com outra coisa.
Corpo
Sede excessiva e vontade de urinar o tempo todo, prisão de ventre, dor abdominal, náusea e fraqueza muscular.
Parte desses sintomas melhora depois da cirurgia — e é comum o paciente só perceber o quanto estava mal quando volta ao normal.
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Entenda seu caso
Quando o hiperparatireoidismo tem indicação de cirurgia
Quem tem sintomas claros — pedra nos rins, fratura, cálcio muito alto — opera. A dúvida real está em quem "não sente nada". Para esse grupo existem critérios objetivos: basta um deles para a cirurgia estar indicada.
Cálcio 1 mg/dL acima do limite normal
Em geral, cálcio total acima de 11 mg/dL já cumpre o critério isoladamente.
Idade abaixo de 50 anos
Quanto mais jovem, mais anos de doença pela frente — e mais osso a perder até lá.
Osso comprometido
Osteoporose na densitometria (T-score ≤ -2,5) ou fratura vertebral, mesmo silenciosa.
Rim comprometido
Queda da filtração glomerular, cálculo renal (mesmo sem sintoma) ou cálcio urinário elevado em 24h.
Não preenche nenhum critério? Aí o acompanhamento é uma opção legítima — mas é acompanhamento de verdade, com cálcio, função renal e densitometria em intervalos definidos, não simplesmente esquecer o assunto.
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Diferenciais
A cirurgia de paratireoide é pequena — desde que feita por quem faz sempre
A paratireoide é a glândula mais imprevisível do pescoço: ela pode estar fora do lugar esperado, pode ser confundida com gordura ou linfonodo, e fica a milímetros do nervo da voz. A diferença entre uma cirurgia de 40 minutos e uma exploração longa e frustrada está quase toda na experiência de quem opera.
Localização antes de operar
Ultrassom e cintilografia MIBI combinados definem o alvo — e permitem cirurgia minimamente invasiva.
Incisão menor quando dá
Adenoma único bem localizado permite incisão de 2 a 3 cm, focada em uma glândula só.
PTH intraoperatório
Quando disponível, a queda do PTH durante a cirurgia confirma que a glândula certa saiu, ainda na sala.
Preservação do nervo da voz
Mesma técnica de proteção do nervo laríngeo recorrente usada nas cirurgias de tireoide.
Cuidado com as glândulas sadias
As outras três precisam sair intactas e funcionando — é isso que evita cálcio baixo permanente.
Seguimento do cálcio no pós
Controle de cálcio nas primeiras semanas e plano claro de reposição se houver queda transitória.
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Entenda mais
Quer entender melhor? Aqui está o essencial.
Primário, secundário ou terciário: qual é o meu?
Primário (90% dos casos): a doença está na própria glândula — um adenoma benigno em 85% deles, hiperplasia das quatro em 15%, carcinoma em menos de 1%. O padrão no exame é cálcio ALTO com PTH ALTO, e o tratamento é cirúrgico. Secundário: as paratireoides estão trabalhando demais por causa de outra doença — insuficiência renal crônica (principal), deficiência grave de vitamina D ou má absorção intestinal. Aqui o cálcio costuma estar normal ou baixo com PTH alto, e o tratamento é da causa, não cirúrgico. Terciário: acontece depois de anos de secundário mal controlado, quando as glândulas ficam autônomas e continuam produzindo PTH mesmo com a causa corrigida — frequentemente exige cirurgia. Ler seus exames com esse mapa na mão é o primeiro passo: são doenças diferentes com tratamentos diferentes.
Como se confirma o diagnóstico?
O diagnóstico do hiperparatireoidismo primário é laboratorial, não de imagem. Precisamos de: cálcio total (e idealmente cálcio iônico), albumina para corrigir o cálcio, PTH, vitamina D (25-OH), função renal (creatinina e filtração glomerular) e cálcio urinário de 24h. A combinação cálcio alto + PTH alto ou inapropriadamente normal fecha o diagnóstico na maioria dos casos. A vitamina D precisa ser dosada porque a deficiência dela eleva o PTH e pode confundir o quadro. O cálcio urinário de 24h serve para excluir a hipercalcemia hipocalciúrica familiar, uma condição genética benigna que imita a doença e NÃO deve ser operada.
Para que servem a cintilografia MIBI e o ultrassom?
Eles não fazem o diagnóstico — o diagnóstico já foi feito pelo sangue. Os exames de imagem servem para localizar qual das quatro glândulas está doente, o que permite planejar uma cirurgia menor e mais dirigida. A cintilografia com sestamibi (MIBI) tem sensibilidade de 80–90% para adenoma único; o ultrassom cervical complementa, mostra a anatomia da tireoide junto e é feito no consultório. Quando os dois concordam sobre o local, a chance de sucesso com uma incisão pequena é muito alta. Quando não localizam nada, a cirurgia ainda é possível: faz-se a exploração das quatro glândulas, que continua tendo excelente resultado nas mãos certas. Imagem negativa não é contraindicação para operar.
Como é a cirurgia e a recuperação?
A paratireoidectomia é feita sob anestesia geral, por uma incisão na base do pescoço — de 2 a 3 cm quando o adenoma foi bem localizado, um pouco maior quando é preciso explorar as quatro glândulas. Dura de 40 minutos a 2 horas, dependendo do caso. A maioria dos pacientes recebe alta no dia seguinte, alguns no mesmo dia. A dor é leve e controlada com analgésico comum. O retorno ao trabalho costuma ser em 7 a 15 dias, dependendo da atividade. A cicatriz fica na dobra natural do pescoço e, com o tempo, se torna discreta.
Quais são os riscos da cirurgia de paratireoide?
Os dois principais são os mesmos da cirurgia de tireoide, e ambos são incomuns em mãos experientes. Queda do cálcio (hipocalcemia): ocorre em 5–10% dos casos e costuma ser transitória — as glândulas sadias estavam 'adormecidas' pelo excesso de PTH e levam alguns dias a semanas para reassumir o trabalho. Trata-se com cálcio e vitamina D por via oral, com desmame progressivo. A forma permanente é rara na cirurgia de adenoma único. Rouquidão por lesão do nervo laríngeo recorrente: menos de 1–2%, e na maioria das vezes temporária. Hematoma e infecção são raros. A taxa de cura, por outro lado, passa de 95% em cirurgia de primeira vez.
Existe tratamento com remédio, sem operar?
Não existe remédio que cure o hiperparatireoidismo primário — a glândula doente continua lá produzindo PTH. O que existe são medicamentos que controlam consequências: bifosfonatos protegem o osso, e o cinacalcete baixa o cálcio do sangue. Eles têm papel real em quem não pode operar por risco cirúrgico proibitivo, ou em quem recusa a cirurgia. Mas são controle, não cura: o cinacalcete, por exemplo, baixa o cálcio sem melhorar a densidade óssea. Repor vitamina D quando ela está baixa é parte do cuidado e, ao contrário do que muitos temem, geralmente é seguro e não piora a hipercalcemia — desde que acompanhado.
O que acontece se eu não operar?
A doença é lentamente progressiva. O cálcio continua sendo retirado do osso ano após ano, aumentando o risco de osteoporose e fratura; o excesso de cálcio filtrado pelos rins favorece cálculos e, com o tempo, perda de função renal. Também há associação com hipertensão e com o quadro de cansaço e alteração de humor. Isso não significa que todo mundo precisa operar amanhã: quem não preenche critério pode ser acompanhado com segurança, com dosagem de cálcio e creatinina uma a duas vezes por ano e densitometria óssea a cada 1–2 anos. A decisão de não operar é válida — desde que seja uma decisão, e não um esquecimento.
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Vídeo explicativo
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Depoimentos reais
O que os pacientes dizem depois de entender o caso de verdade
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O hiperparatireoidismo se diagnostica por exame de sangue — e isso significa que boa parte da avaliação pode ser feita à distância. Na consulta online eu reviso seus exames, digo se o diagnóstico está confirmado, o que ainda falta pedir e se há indicação de cirurgia. Se você optar por operar comigo, a cirurgia acontece em Fortaleza, no Hospital Oto Meireles, e a viagem é organizada para concentrar tudo em poucos dias.
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FAQ
Perguntas frequentes sobre hiperparatireoidismo
Cálcio alto no exame sempre significa problema na paratireoide?
PTH alto com cálcio normal é hiperparatireoidismo?
Preciso operar mesmo sem sentir nada?
Qual a taxa de cura da cirurgia de paratireoide?
E se a cintilografia não achar a glândula doente?
A cirurgia de paratireoide deixa cálcio baixo para sempre?
Qual médico trata hiperparatireoidismo?
Quanto tempo demora a recuperação da cirurgia de paratireoide?
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