Dr. Jônatas Catunda

Hiperparatireoidismo

Cálcio e PTH altos no exame? Isso quase sempre tem cura — e a cura é cirúrgica.

Na grande maioria dos casos, uma única glândula paratireoide adoeceu e está roubando cálcio dos seus ossos. Retirar essa glândula resolve o problema em mais de 95% das vezes. O que muda o resultado é o diagnóstico correto e a decisão no tempo certo.

Cura acima de 95% com uma única cirurgia70% dos pacientes acham que não têm sintomaAlta no dia seguinte, em geral
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O que é hiperparatireoidismo e por que ele precisa ser tratado

As paratireoides são quatro glândulas do tamanho de uma ervilha, coladas atrás da tireoide. Elas produzem o PTH (paratormônio), o hormônio que controla o cálcio do corpo. No hiperparatireoidismo primário, uma dessas glândulas desenvolve um tumor benigno (adenoma) e passa a produzir PTH sem freio — em 85% dos casos é uma só glândula. O corpo obedece: tira cálcio do osso e joga no sangue.

É por isso que o exame mostra cálcio alto e PTH alto ao mesmo tempo — uma combinação que praticamente fecha o diagnóstico. E é por isso que a doença cobra o preço nos ossos e nos rins mesmo em quem se sente bem. Medicação não desliga a glândula doente: o único tratamento que cura o hiperparatireoidismo primário é retirá-la.

8,5 – 10,5

Cálcio total normal (mg/dL)

15 – 65

PTH normal (pg/mL)

>95%

Taxa de cura após a cirurgia

Qual é a sua situação?

Qual dessas situações parece com a sua?

Meu cálcio veio alto no exame de rotina.

Quero saber se é a paratireoide e o que precisa ser investigado agora.

Meu PTH está alto e ninguém explicou o motivo.

PTH alto com cálcio alto e PTH alto com cálcio normal são doenças diferentes.

Tenho pedra nos rins de repetição ou osteoporose.

Duas das principais consequências do hiperparatireoidismo não tratado.

Me disseram para só acompanhar, mas estou em dúvida.

Existem critérios objetivos que indicam cirurgia mesmo sem sintomas.

Cálcio e PTH altos no mesmo exame? Isso merece avaliação especializada.

Consulta online disponível

Como resolvemos isso

Do exame alterado à decisão sobre operar, com critério.

1

Confirmamos o diagnóstico

Cálcio total e iônico, PTH, vitamina D, função renal e cálcio urinário de 24h. Esse conjunto separa o hiperparatireoidismo primário do secundário e de outras causas de cálcio alto.

2

Localizamos a glândula doente

Ultrassom cervical e cintilografia com sestamibi (MIBI) mostram qual das quatro glândulas está aumentada — o que permite uma cirurgia menor e mais precisa.

3

Definimos a conduta

Cirurgia quando há critério, ou acompanhamento estruturado quando não há. Você sai da consulta sabendo qual é o seu caso e por quê.

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O que a doença já pode ter causado

"Eu não sinto nada" é o sintoma mais comum do hiperparatireoidismo

Mais de 70% dos pacientes se consideram assintomáticos no diagnóstico. Só que, olhando de perto, muitos já conviviam há anos com queixas que atribuíam à idade, ao estresse ou à rotina. E o osso não avisa quando está perdendo cálcio.

Rins

Pedra nos rins de repetição (até 50% dos casos), cálcio depositado no rim (nefrocalcinose) e perda progressiva de função renal.

Ossos

Osteoporose precoce, dor óssea e fraturas por trauma pequeno. O osso é de onde o cálcio está sendo retirado.

Cabeça

Cansaço que não passa, falta de memória e concentração, irritabilidade e humor deprimido — frequentemente confundidos com outra coisa.

Corpo

Sede excessiva e vontade de urinar o tempo todo, prisão de ventre, dor abdominal, náusea e fraqueza muscular.

Parte desses sintomas melhora depois da cirurgia — e é comum o paciente só perceber o quanto estava mal quando volta ao normal.

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Traga seus exames de cálcio e PTH, mesmo os antigos: a evolução ao longo dos anos importa.

Entenda seu caso

Quando o hiperparatireoidismo tem indicação de cirurgia

Quem tem sintomas claros — pedra nos rins, fratura, cálcio muito alto — opera. A dúvida real está em quem "não sente nada". Para esse grupo existem critérios objetivos: basta um deles para a cirurgia estar indicada.

Cálcio 1 mg/dL acima do limite normal

Em geral, cálcio total acima de 11 mg/dL já cumpre o critério isoladamente.

Idade abaixo de 50 anos

Quanto mais jovem, mais anos de doença pela frente — e mais osso a perder até lá.

Osso comprometido

Osteoporose na densitometria (T-score ≤ -2,5) ou fratura vertebral, mesmo silenciosa.

Rim comprometido

Queda da filtração glomerular, cálculo renal (mesmo sem sintoma) ou cálcio urinário elevado em 24h.

Não preenche nenhum critério? Aí o acompanhamento é uma opção legítima — mas é acompanhamento de verdade, com cálcio, função renal e densitometria em intervalos definidos, não simplesmente esquecer o assunto.

Exames laboratoriais de cálcio e PTH para diagnóstico de hiperparatireoidismo

Diferenciais

A cirurgia de paratireoide é pequena — desde que feita por quem faz sempre

A paratireoide é a glândula mais imprevisível do pescoço: ela pode estar fora do lugar esperado, pode ser confundida com gordura ou linfonodo, e fica a milímetros do nervo da voz. A diferença entre uma cirurgia de 40 minutos e uma exploração longa e frustrada está quase toda na experiência de quem opera.

Localização antes de operar

Ultrassom e cintilografia MIBI combinados definem o alvo — e permitem cirurgia minimamente invasiva.

Incisão menor quando dá

Adenoma único bem localizado permite incisão de 2 a 3 cm, focada em uma glândula só.

PTH intraoperatório

Quando disponível, a queda do PTH durante a cirurgia confirma que a glândula certa saiu, ainda na sala.

Preservação do nervo da voz

Mesma técnica de proteção do nervo laríngeo recorrente usada nas cirurgias de tireoide.

Cuidado com as glândulas sadias

As outras três precisam sair intactas e funcionando — é isso que evita cálcio baixo permanente.

Seguimento do cálcio no pós

Controle de cálcio nas primeiras semanas e plano claro de reposição se houver queda transitória.

Entenda mais

Quer entender melhor? Aqui está o essencial.

Primário, secundário ou terciário: qual é o meu?

Primário (90% dos casos): a doença está na própria glândula — um adenoma benigno em 85% deles, hiperplasia das quatro em 15%, carcinoma em menos de 1%. O padrão no exame é cálcio ALTO com PTH ALTO, e o tratamento é cirúrgico. Secundário: as paratireoides estão trabalhando demais por causa de outra doença — insuficiência renal crônica (principal), deficiência grave de vitamina D ou má absorção intestinal. Aqui o cálcio costuma estar normal ou baixo com PTH alto, e o tratamento é da causa, não cirúrgico. Terciário: acontece depois de anos de secundário mal controlado, quando as glândulas ficam autônomas e continuam produzindo PTH mesmo com a causa corrigida — frequentemente exige cirurgia. Ler seus exames com esse mapa na mão é o primeiro passo: são doenças diferentes com tratamentos diferentes.

Como se confirma o diagnóstico?

O diagnóstico do hiperparatireoidismo primário é laboratorial, não de imagem. Precisamos de: cálcio total (e idealmente cálcio iônico), albumina para corrigir o cálcio, PTH, vitamina D (25-OH), função renal (creatinina e filtração glomerular) e cálcio urinário de 24h. A combinação cálcio alto + PTH alto ou inapropriadamente normal fecha o diagnóstico na maioria dos casos. A vitamina D precisa ser dosada porque a deficiência dela eleva o PTH e pode confundir o quadro. O cálcio urinário de 24h serve para excluir a hipercalcemia hipocalciúrica familiar, uma condição genética benigna que imita a doença e NÃO deve ser operada.

Para que servem a cintilografia MIBI e o ultrassom?

Eles não fazem o diagnóstico — o diagnóstico já foi feito pelo sangue. Os exames de imagem servem para localizar qual das quatro glândulas está doente, o que permite planejar uma cirurgia menor e mais dirigida. A cintilografia com sestamibi (MIBI) tem sensibilidade de 80–90% para adenoma único; o ultrassom cervical complementa, mostra a anatomia da tireoide junto e é feito no consultório. Quando os dois concordam sobre o local, a chance de sucesso com uma incisão pequena é muito alta. Quando não localizam nada, a cirurgia ainda é possível: faz-se a exploração das quatro glândulas, que continua tendo excelente resultado nas mãos certas. Imagem negativa não é contraindicação para operar.

Como é a cirurgia e a recuperação?

A paratireoidectomia é feita sob anestesia geral, por uma incisão na base do pescoço — de 2 a 3 cm quando o adenoma foi bem localizado, um pouco maior quando é preciso explorar as quatro glândulas. Dura de 40 minutos a 2 horas, dependendo do caso. A maioria dos pacientes recebe alta no dia seguinte, alguns no mesmo dia. A dor é leve e controlada com analgésico comum. O retorno ao trabalho costuma ser em 7 a 15 dias, dependendo da atividade. A cicatriz fica na dobra natural do pescoço e, com o tempo, se torna discreta.

Quais são os riscos da cirurgia de paratireoide?

Os dois principais são os mesmos da cirurgia de tireoide, e ambos são incomuns em mãos experientes. Queda do cálcio (hipocalcemia): ocorre em 5–10% dos casos e costuma ser transitória — as glândulas sadias estavam 'adormecidas' pelo excesso de PTH e levam alguns dias a semanas para reassumir o trabalho. Trata-se com cálcio e vitamina D por via oral, com desmame progressivo. A forma permanente é rara na cirurgia de adenoma único. Rouquidão por lesão do nervo laríngeo recorrente: menos de 1–2%, e na maioria das vezes temporária. Hematoma e infecção são raros. A taxa de cura, por outro lado, passa de 95% em cirurgia de primeira vez.

Existe tratamento com remédio, sem operar?

Não existe remédio que cure o hiperparatireoidismo primário — a glândula doente continua lá produzindo PTH. O que existe são medicamentos que controlam consequências: bifosfonatos protegem o osso, e o cinacalcete baixa o cálcio do sangue. Eles têm papel real em quem não pode operar por risco cirúrgico proibitivo, ou em quem recusa a cirurgia. Mas são controle, não cura: o cinacalcete, por exemplo, baixa o cálcio sem melhorar a densidade óssea. Repor vitamina D quando ela está baixa é parte do cuidado e, ao contrário do que muitos temem, geralmente é seguro e não piora a hipercalcemia — desde que acompanhado.

O que acontece se eu não operar?

A doença é lentamente progressiva. O cálcio continua sendo retirado do osso ano após ano, aumentando o risco de osteoporose e fratura; o excesso de cálcio filtrado pelos rins favorece cálculos e, com o tempo, perda de função renal. Também há associação com hipertensão e com o quadro de cansaço e alteração de humor. Isso não significa que todo mundo precisa operar amanhã: quem não preenche critério pode ser acompanhado com segurança, com dosagem de cálcio e creatinina uma a duas vezes por ano e densitometria óssea a cada 1–2 anos. A decisão de não operar é válida — desde que seja uma decisão, e não um esquecimento.

Vídeo explicativo

Hiperparatireoidismo: vídeo para quem acabou de descobrir

Depoimentos reais

O que os pacientes dizem depois de entender o caso de verdade

MO

Márcia Oliveira Prado

Consulta • Abr 2024

"Uma consulta muito boa, com muitas informações importantes e precisas, exame e aprendizados que me ajudaram muito a entender meu problema, onde me senti bem e confiante para os próximos passos que precisarei dar."

RM

Rangelma Maria

Nódulos na tireoide • Fev 2026

"Dr Jonatas é incrível, venho de outra cidade só pra consultar com ele. Tirou todas as minhas dúvidas, me tranquilizou, pediu novos exames. Quem tiver oportunidade de se consultar com ele, faça — nunca vai se arrepender."

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Dá para resolver mesmo de longe

O hiperparatireoidismo se diagnostica por exame de sangue — e isso significa que boa parte da avaliação pode ser feita à distância. Na consulta online eu reviso seus exames, digo se o diagnóstico está confirmado, o que ainda falta pedir e se há indicação de cirurgia. Se você optar por operar comigo, a cirurgia acontece em Fortaleza, no Hospital Oto Meireles, e a viagem é organizada para concentrar tudo em poucos dias.

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FAQ

Perguntas frequentes sobre hiperparatireoidismo

Cálcio alto no exame sempre significa problema na paratireoide?
Não, mas é a causa mais comum em quem está bem de saúde no geral. O hiperparatireoidismo primário responde pela maioria dos casos de cálcio alto descobertos em exame de rotina. As outras causas principais são câncer (que costuma cursar com PTH baixo e cálcio muito elevado, em pessoas já doentes), excesso de vitamina D ou de suplementos de cálcio, uso de lítio ou diuréticos tiazídicos, e a hipercalcemia hipocalciúrica familiar. O que separa uma coisa da outra é dosar o PTH junto: cálcio alto COM PTH alto aponta para a paratireoide; cálcio alto com PTH suprimido aponta para outra causa.
PTH alto com cálcio normal é hiperparatireoidismo?
Pode ser, mas geralmente não é o tipo primário. PTH alto com cálcio normal na maioria das vezes é hiperparatireoidismo secundário — a paratireoide está trabalhando mais para compensar deficiência de vitamina D, doença renal ou má absorção intestinal. Nesse caso o tratamento é da causa, não cirúrgico. Existe também o hiperparatireoidismo primário normocalcêmico, em que o PTH está alto e o cálcio ainda dentro da faixa normal — mas esse diagnóstico só pode ser feito depois de corrigir a vitamina D e excluir as outras causas. Por isso repor vitamina D e repetir os exames costuma ser o primeiro passo.
Preciso operar mesmo sem sentir nada?
Frequentemente sim. Mais de 70% dos pacientes se consideram assintomáticos, mas os ossos e os rins vêm sendo afetados silenciosamente. As diretrizes indicam cirurgia em quem não tem sintomas quando existe pelo menos um destes: cálcio 1 mg/dL acima do limite superior do normal; idade abaixo de 50 anos; osteoporose na densitometria ou fratura vertebral; queda da função renal, cálculo renal (mesmo silencioso) ou cálcio urinário elevado em 24h. Quem não preenche nenhum desses critérios pode ser acompanhado com segurança — com exames periódicos, não com esquecimento.
Qual a taxa de cura da cirurgia de paratireoide?
Acima de 95% em cirurgia de primeira vez feita por cirurgião experiente. O cálcio costuma normalizar já nas primeiras 24 horas após a retirada da glândula doente. Os benefícios vão além do exame: a densidade óssea melhora nos anos seguintes, o risco de novos cálculos renais cai bastante, e muitos pacientes relatam melhora do cansaço, do humor e da concentração que atribuíam à idade.
E se a cintilografia não achar a glândula doente?
A cirurgia continua sendo possível e com alto índice de sucesso. A cintilografia MIBI localiza o adenoma em 80 a 90% dos casos; quando ela e o ultrassom não localizam, a estratégia muda de cirurgia dirigida para exploração das quatro glândulas — uma incisão um pouco maior, na qual todas são inspecionadas. É exatamente o que se fazia antes da era da imagem, com excelentes resultados nas mãos certas. Imagem negativa não é motivo para adiar o tratamento nem para desistir dele.
A cirurgia de paratireoide deixa cálcio baixo para sempre?
Raramente. A queda do cálcio no pós-operatório acontece em 5 a 10% dos casos e quase sempre é transitória: as glândulas sadias estavam suprimidas pelo excesso de PTH e levam alguns dias a semanas para voltar a funcionar. O tratamento é cálcio e vitamina D por via oral, com redução progressiva conforme os exames melhoram. Os sintomas típicos são formigamento nas mãos e ao redor da boca e câimbras — por isso o cálcio é monitorado de perto nas primeiras semanas. Hipoparatireoidismo permanente é incomum na cirurgia de adenoma único.
Qual médico trata hiperparatireoidismo?
O diagnóstico e o acompanhamento clínico costumam ficar com o endocrinologista ou o nefrologista, e o tratamento cirúrgico com o cirurgião de cabeça e pescoço — que é quem opera a região das paratireoides no dia a dia. O ideal é que os dois conversem: o clínico confirma o diagnóstico e avalia as repercussões nos ossos e rins, e o cirurgião define a estratégia da operação. Cirurgia de paratireoide é um procedimento de volume — o resultado depende muito de quantas o cirurgião faz por ano.
Quanto tempo demora a recuperação da cirurgia de paratireoide?
A maioria dos pacientes recebe alta no dia seguinte, alguns no mesmo dia. A dor é leve e controlada com analgésico comum. O retorno ao trabalho costuma ser entre 7 e 15 dias, dependendo da atividade — quem faz trabalho pesado ou academia espera um pouco mais. A cicatriz fica em uma dobra natural do pescoço e vai clareando ao longo dos meses. Nas primeiras semanas há consultas de controle para acompanhar o cálcio e ajustar a reposição, se for necessária.

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