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Dr. Jônatas Catunda

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Trajetória dos pacientes com Câncer de tireóide

2:45•Câncer de tireoide

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Link para o curso: Primeiro, o que é câncer de tireóide? Câncer de tireóide é um tipo de tumor que aparece na tireóide. É maligno e pode se espalhar, inicialmente para os linfonodos do pescoço e em seguida para o pulmão. Ainda não se sabe o motivo desse câncer. Começa pequeno e cresce lentamente até causar sintomas locais, como um caroço endurecido no pescoço ou inchaço na região da tireóide. Porém em alguns casos eles nem chegam a crescer e só são descobertos durante a necrópsia quando a pessoa morreu de outra causa. O câncer de tireóide vem aumentando em incidência. Nos Estados Unidos, de 2012 para 2017, saltou do quinto câncer mais comum em mulheres para o segundo. Uma das causas é o aumento na detecção através do ultrassom – aparelhos cada vez mais avançados e portáteis disponíveis em qualquer local. Mas quando se olha para a mortalidade do câncer de tireóide não houve alteração. Permanece a mesma desde a década de 80, apesar de todo o avanço no tratamento. Existem 4 tipos de câncer de tireóide: Carcinoma Papilífero – É o mais comum, responsável por 95% dos casos, e a maioria de tudo o que você lê sobre câncer de tireóide é sobre ele. Tem altas taxas de cura, 95% em 30 anos. Não existe fator causal conhecido. Ninguém sabe por que ele surge nem você tem culpa de adquiri-lo. As chances de cura são muito boas mas ja vi paciente morrer por causa dele. Pacientes que não se cuidaram e deixaram o tumor crescer demais, procuraram ajuda muito tarde, com lesão volumosa do tamanho de uma manga no pescoço já se espalhando para os linfonodos. Carcinoma Folicular – Representam 2% – Semelhante ao carcinoma papilífero, porém mais raro. Também é bastante curável, a chance de estar vivo em 30 anos é 85%. Carcinoma Medular – Representam 2% dos casos de câncer de tireóide e se comportam bem diferente do papilífero, pois tem uma tendência maior a se espalhar pelo corpo – dar metástases para os pulmões, fígado, ossos… O principal tratamento é a cirurgia, que em muitos casos será necessária várias vezes. A radioiodoterapia não tem papel nesses casos. Esse tipo de câncer tem uma importante relação genética – cerca de 25% dos casos são familiares! Há inclusive um teste genético para sabe se você pode passar esse gene para seus filhos. A chance de estar vivo em 10 anos é 65%. Nesse tipo de câncer não se fala em cura, apenas em remissão – controle da doença, pois a chance de voltar após o tratamento é bastante alta. Carcinoma Anaplásico – É o câncer mais agressivo do ser humano. A mortalidade é tão alta que praticamente todos os casos não sobrevivem até 6 meses após o diagnóstico. Não existe tratamento. Felizmente representa menos de 1% dos casos, sendo bastante raro. Geralmente acomete idosos com mais de 70 anos portadores de bócio volumoso de longa data. Como é o tratamento do câncer de tireóide? O principal tratamento é a cirurgia. Após a retirada da tireóide, a maioria dos casos já estará curado, porém alguns precisarão de tratamento adicional, a radioiodoterapia. Também será necessário fazer o seguimento ou acompanhamento com exames laboratoriais e ultrassom do pescoço, pois existe risco de a doença voltar nos linfonodos. Quando ocorre a recidiva, é necessário fazer uma nova cirurgia, o esvaziamento cervical. Leia mais sobre esvaziamento nesse artigo: Esvaziamento cervical no câncer de tireoide – Quais casos vão precisar dessa cirurgia? Estadiamento do câncer de tireóide Para decidir qual é o melhor tratamento para cada caso, utilizamos o estadiamento, uma forma de graduar a gravidade de cada caso. Existem diferentes classificações, mas as mais utilizadas são o TNM que avalia risco de mortalidade, e a classificação da ATA para recidivas. Essa ultima é a mais utilizada pois os paciente morrem muito pouco e todos tem risco baixo de mortalidade, sendo mais importante avaliar quais tem risco de recidiva A classificação da ATA divide os pacientes em muito baixo risco, baixo risco, risco intermediário e alto risco. Baseado no estadiamento é que decido quais os tratamentos iremos utilizar: apenas tireoidectomia parcial, tireoidectomia total, tireoidectomia total com esvaziamento cervical, radioiodoterapia adjuvante… Quanto mais agressiva a doença, mais agressivo será o tratamento para reduzir o risco de recidiva. Seguimento do câncer de tireóide O seguimento é feito de forma diferente em cada caso. Por exemplo, casos de alto risco devem fazer exames todo mês no primeiro ano, já casos de muito baixo risco apenas de 6 em 6 meses nos primeiros 2 anos. É preciso dosar a tireoglobulina para avaliar se existe doença em atividade ou não. Uma dosagem não é muito confiável, sendo necessário avaliar algumas dosagens ao longo dos meses para prever se a doença voltou ou não. Mais conteúdo:

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Dr. Jônatas Catunda

Sobre o autor

Dr. Jônatas Catunda

CRM-CE 14951 • RQE 8522

Cirurgião de Cabeça e Pescoço, especialista em tireoide. Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com residência em Cirurgia Geral no Instituto Dr. José Frota e em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital Universitário Walter Cantídio. Mestrado e Doutorado pela UFC.

Por que isso importa para você

• Explicação clara de exames como ultrassom, PAAF, Bethesda, tireoglobulina e risco cirúrgico

• Experiência prática com casos de nódulo, câncer de tireoide, linfonodos e seguimento

• Conteúdo feito para ajudar o paciente a decidir melhor, não para assustar ou empurrar tratamento

Professor de Anatomia
13 anos de formado
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Cirurgião de Cabeça e Pescoço — entenda seus exames e as decisões sobre nódulos da tireoide.

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