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Câncer de Tireoide Tem Cura? Taxa de Cura de 99% | Guia Completo 2026

Na maior parte dos casos, o câncer de tireoide tem excelente prognóstico e altas taxas de cura. Entenda o que influencia os resultados e como funciona o tratamento com acompanhamento.

06 de fevereiro de 20264 min de leitura
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Câncer de Tireoide Tem Cura? Taxa de Cura de 99% | Guia Completo 2026

SIM, câncer de tireoide tem cura! O carcinoma papilífero (80% dos casos) tem taxa de cura de 99% em 30 anos. Mesmo o folicular tem 95% de cura. O medular tem 65% sobrevida em 10 anos. Apenas o anaplásico (menos de 1%) é muito agressivo. Tratamento: cirurgia, radioiodo quando indicado, e acompanhamento contínuo com tireoglobulina.

O câncer de tireoide vem aumentando em incidência. Nos Estados Unidos, de 2012 para 2017, saltou do quinto câncer mais comum em mulheres para o segundo. Uma das causas é o aumento na detecção através do ultrassom, aparelhos cada vez mais avançados e portáteis disponíveis em qualquer local. Mas existem muitas evidências de que, de fato, esse câncer vem aparecendo em mais pessoas e ainda não sabemos a causa.

Tipos de câncer de tireoide

Existem 4 tipos principais:

Carcinoma papilífero

É o mais comum, responsável por 95% dos casos, e a maioria de tudo o que você lê sobre câncer de tireoide é sobre ele. Tem altas taxas de cura, 95% em 30 anos. Não existe fator causal conhecido. Ninguém sabe por que ele surge nem você tem culpa de adquiri-lo.

As chances de cura são muito boas, mas já vi pacientes morrerem por causa dele. Geralmente pacientes que não se cuidaram e deixaram o tumor crescer demais, procuraram ajuda muito tarde, com lesão volumosa do tamanho de uma manga no pescoço já se espalhando para os linfonodos, ou abandonaram o tratamento e não trataram metástases.

Carcinoma folicular

Representa cerca de 2% dos casos. Semelhante ao carcinoma papilífero, porém mais raro. Também é bastante curável, a chance de estar vivo em 30 anos é 85%.

Carcinoma medular

Representa cerca de 2% dos casos de câncer de tireoide e se comporta bem diferente do papilífero, pois tem uma tendência maior a se espalhar pelo corpo, dar metástases para os pulmões, fígado e ossos. O principal tratamento é a cirurgia, que em muitos casos será necessária várias vezes. A radioiodoterapia não tem papel nesses casos.

Esse tipo de câncer tem uma importante relação genética: cerca de 25% dos casos são familiares. Há inclusive um teste genético para saber se você pode passar esse gene para seus filhos. A chance de estar vivo em 10 anos é 65%. Nesse tipo de câncer não se fala em cura, apenas em remissão, controle da doença, pois a chance de voltar após o tratamento é bastante alta.

Carcinoma anaplásico

É o câncer mais agressivo do ser humano. A mortalidade é tão alta que praticamente todos os casos não sobrevivem até 6 meses após o diagnóstico. Não existe tratamento. Felizmente representa menos de 1% dos casos, sendo bastante raro. Geralmente acomete idosos com mais de 70 anos portadores de bócio volumoso de longa data.

Como é o tratamento do câncer de tireoide?

O principal tratamento é a cirurgia. Após a retirada da tireoide, a maioria dos casos já estará curado. Porém alguns precisarão de tratamento adicional, a radioiodoterapia.

Também será necessário fazer o seguimento ou acompanhamento com exames laboratoriais e ultrassom do pescoço, pois existe risco de a doença voltar nos linfonodos.

Quando ocorre a recidiva, é necessário fazer uma nova cirurgia, o esvaziamento cervical. Leia mais sobre esvaziamento nesse artigo: "Esvaziamento cervical no câncer de tireoide – quais casos vão precisar dessa cirurgia?"

Estadiamento do câncer de tireoide

Para decidir qual é o melhor tratamento para cada caso, utilizamos o estadiamento, uma forma de graduar a gravidade de cada caso. Existem diferentes classificações, mas as mais utilizadas são o TNM, que avalia risco de mortalidade, e a classificação da ATA para recidivas.

Essa última é a mais utilizada, pois os pacientes morrem muito pouco e todos têm risco baixo de mortalidade, sendo mais importante avaliar quais têm risco de recidiva.

A classificação da ATA divide os pacientes em muito baixo risco, baixo risco, risco intermediário e alto risco. Baseado no estadiamento é que decido quais os tratamentos iremos utilizar: apenas tireoidectomia parcial, tireoidectomia total, tireoidectomia total com esvaziamento cervical, radioiodoterapia adjuvante.

Quanto mais agressiva a doença, mais agressivo será o tratamento para reduzir o risco de recidiva.

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Seguimento do câncer de tireoide

O seguimento é feito de forma diferente em cada caso. Por exemplo, casos de alto risco devem fazer exames todo mês no primeiro ano, já casos de muito baixo risco apenas de 6 em 6 meses nos primeiros 2 anos.

É preciso dosar a tireoglobulina para avaliar se existe doença em atividade ou não. Uma dosagem isolada não é muito confiável, sendo necessário avaliar algumas dosagens ao longo dos meses para prever se a doença voltou ou não.

Se este artigo te ajudou

O próximo valor não é ler mais um texto. É entender o seu caso com critério.

O blog ajuda a orientar. A consulta serve para aplicar isso ao seu exame, ao seu histórico e à decisão que você precisa tomar agora.

Revisão de exames como tireoglobulina, anti-Tg, TSH, ultrassom e risco de recidiva

Explicação do que realmente muda conduta e do que precisa apenas acompanhamento

Plano mais claro para seguimento, cirurgia complementar ou radioiodoterapia quando indicado

Útil para quem quer revisar exames, conduta e próximos passos antes de decidir o tratamento.

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Se você quer transformar a leitura em direção prática, estes são os caminhos mais úteis dentro do site.

Dr. Jônatas Catunda

Sobre o autor

Dr. Jônatas Catunda

CRM-CE 14951 • RQE 8522

Cirurgião de Cabeça e Pescoço, especialista em tireoide. Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com residência em Cirurgia Geral no Instituto Dr. José Frota e em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital Universitário Walter Cantídio. Mestrado e Doutorado pela UFC.

Por que isso importa para você

• Explicação clara de exames como ultrassom, PAAF, Bethesda, tireoglobulina e risco cirúrgico

• Experiência prática com casos de nódulo, câncer de tireoide, linfonodos e seguimento

• Conteúdo feito para ajudar o paciente a decidir melhor, não para assustar ou empurrar tratamento

Professor de Anatomia
13 anos de formado
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