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  • Foto do escritorJônatas Catunda de Freitas

Tireoglobulina e o câncer de tireóide – Entenda esse exame!

Atualizado: 25 de fev. de 2023

Você está fazendo tratamento do câncer de tireóide e quer entender melhor o exame tireoglobulina? Vou te explicar como eu interpreto o resultado!

Seguimento do câncer de tireóide

No seguimento do câncer de tireóide, existem alguns exames que nos ajudam a detectar precocemente as recidivas. Sempre deve ser feito esse conjunto de exames pois os valores de um podem interferir no outro.

  1. TSH

  2. T4 livre

  3. Tireoglobulina

  4. Anti-tireoglobulina

Tireoglobulina é uma proteína produzida EXCLUSIVAMENTE pela tireóide para armazenar iodo. A vantagem desse exame é que quando a tireóide é removida, o exame de sangue não detectará nada de tireoglobulina, na maioria dos casos. Quem faz a tireoidectomia parcial, a metade da tireóide que sobrou produz tireoglobulina, por isso não há necessidade de dosar visto que não chegará a zero.




Tireoglobulina e o câncer de tireóide

O câncer de tireoide mais comum é o carcinoma papilifero. Ele é de bom prognóstico e baixíssima mortalidade. É do tipo bem diferenciado, semelhante ao tecido tireoidiano e também produz tireoglobulina. Resumindo: só quem produz tireoglobulina é a tireóide e o carcinoma papilífero da tireóide, portanto após o tratamento com cirurgia e iodoterapia não sobra nada desses tecidos no pescoço, e os níveis de tireoglobulina devem car bem baixos!

Esse exame é extremamente importante pois quando ele começa a subir, é um sinal bem precoce de que a doença vai recidivar, permitindo tratamento precoce e chance de cura ainda muito boa!

Radioiodoterapia

A radioiodoterapia é uma modalidade de tratamento com radiação que envolve dar iodo radioativo para a paciente. Esse iodo age apenas nos tecidos que captam iodo – o principal deles é a tireóide, mas também o carcinoma papilífero da tireóide – por ser bem diferenciado. Em alguns casos, só a cirurgia não consegue zerar os níveis de tireoglobulina pois ficou algum remanescente tireoidiano produzindo tireoglobulina, por isso utilizamos a radioiodoterapia para destruir esse tecido tireoidiano e zerar a tireoglobulina para facilitar o seguimento. Isso aumenta a chance de controle da doença, complementando o tratamento da cirurgia. Nem todos os casos precisam desse tratamento adicional, apenas os de risco intermediário e alto risco.


Um único valor alterado de tireoglobulina não deve ser motivo de preocupação, o mais importante é avaliar a curva ao longo dos meses após o tratamento, se vem subindo ou descendo. Os valores de tireoglobulina também dependem dos valores de outros exames (TSH, Anti-tireoglobulina) e da dose da levotiroxina que a paciente está tomando! Por exemplo, se eu reduzo a dose da levotiroxina, e consequentemente o grau de hipertireoidismo induzido, sobe tanto o TSH quanto a tireoglobulina. Por isso é importante ouvir a opinião do especialista, o médico que lhe acompanha, para entender melhor o seu caso!

Dr. Jônatas Catunda

Cirurgião de cabeça e pescoço, especialista em tireoide. Formado pela Universidade Federal do Ceará, professor universitário, mestrado em cirurgia pela UFC, doutorando em cirurgia pela UFC

CRM 14951 RQE 8522


Caso tenha alguma dúvida, entre em contato





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