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Descrição
Você sabe o que é esvaziamento cervical? Entenda melhor essa cirurgia vendo esse vídeo! O esvaziamento cervical, ou a linfadenectomia cervical, é a retirada de todos os linfonodos de uma região do pescoço. Essa cirurgia pode entrar na sua história contra o câncer de tireóide em 2 momentos: Na primeira cirurgia em conjunto com a tireoidectomia, ou ela pode ser feito meses ou anos depois nos casos de recidiva, o retorno do câncer na forma de uma metástase linfonodal. Em casos agressivos, o esvaziamento pode ser feito tanto na primeira cirurgia quanto anos depois quando a doença recidiva em um local diferente, mas isso não é a regra no câncer de tireóide – nesses casos, mesmo fazendo todo o tratamento com cirurgia e radioiodoterapia, a doença recidiva e a tireoglobulina dificilmente zera. Mas as chances de permanecer vivo, sem morrer por conta do câncer de tireóide, ainda são muito boas se comparadas com outros tipos de câncer. Tipos de esvaziamento O esvaziamento pode ser seletivo, quando não há metástases linfonodais clinicamente detectáveis mas é necessário fazer o esvaziamento profilático – realizado em doenças agressivas, como no carcinoma medular. Ou pode ser eletivo – quando já há metástase detectáveis antes ou durante a cirurgia. O esvaziamento radical modificado é indicado nos casos agressivos quando há metástases linfonodais. Nesses casos, são removidos todos os níveis cervicais, do I ao V, se possível preservando estruturas importantes como o nervo acessório, veia jugular internar e músculo esternocleidomastoide. Quando não é possível preservar essas 3 estruturas, o esvaziamento é chamado de radical clássico, ou Crile - cirurgião que padronizou essa cirurgia em 1906. O esvaziamento pode ser apenas do nível VI – chamado de recorrencial ou central – apenas do lado onde há o tumor primário ou bilateral. É o mais realizado. Ou pode ser dos níveis II ao V, chamado de lateral – quando há metástases laterais. Não é possível remover apenas o linfonodo doente, é preciso retirar todos os níveis para reduzir as chances de deixar doença microscópica. Quando ainda não foi feito o recorrencial e há necessidade de esvaziar II a V, esvazio tanto de II a V quanto o VI bilateral. É uma cirurgia maior do que a própria tireoidectomia. As vezes há necessidade até de realizar esvaziamento lateral bilateral devido a agressividade da doença. Um detalhe da nomenclatura é que não é adequado chamar o esvaziamento lateral de tireóide de esvaziamento radical modificado, pois neste tipo também esvaziamos o nível Ia e Ib, o que não é feito para o câncer de tireóide. Leia mais: Esvaziamento cervical no câncer de tireóide:
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