Calculadora de risco de recidiva ATA 2025
Esta ferramenta organiza informações do laudo histopatológico pós-cirúrgico para estimar o risco de recidiva estrutural do câncer de tireoide em até 10 anos, conforme diretrizes atualizadas da Associação Americana de Tireoide (ATA 2025).
Antes de começar
Para utilizar esta calculadora, tenha em mãos o laudo histopatológico completo da cirurgia de tireoide. O resultado é apenas informativo e não substitui avaliação médica.
ATA 2025
Como funciona a estratificação de risco.
Baixo risco (recorrência <10%)
- • T1-T2 (≤4 cm) unifocal
- • pN0a ou cN0 e pN1a (≤5 linfonodos, todos ≤2 mm)
- • Margens negativas ou R1 margem anterior
- • Sem fatores de alto risco
Risco baixo-intermediário (recorrência 10-15%)
- • T3a ou T1-T2 com multifocalidade unilateral
- • Extensão extratiroidiana microscópica (ETE)
- • cN1a ou pN1a >2 mm ou >5 linfonodos
- • Margens R1 margem posterior
Risco intermediário-alto (recorrência 16-30%)
- • T1-T3a com multifocalidade bilateral >1 cm
- • Metástases linfonodais laterais (cN1b) <3 cm
- • 2 ou mais fatores de risco baixo-intermediário
- • Histologia agressiva ou invasão vascular
Alto risco (recorrência >30%)
- • T3a + ETE microscópica, T3b ou T4
- • Ressecção incompleta grosseira (R2)
- • cN1 ≥3 cm ou extensão extranodal (ENE)
- • Metástase à distância (M1) ou alto grau
Referências
Base científica da calculadora.
2025 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Differentiated Thyroid Cancer
Ringel MD, Sosa JA, Baloch Z, Bischoff L, Bloom G, Brent GA, et al.
Thyroid • 2025
DOI: 10.1177/10507256251363120 • PMID: N/A
Diretrizes atualizadas da ATA 2025 para manejo de pacientes adultos com câncer diferenciado de tireoide, incluindo sistema refinado de estratificação de risco de recidiva com quatro categorias.
2015 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer
Haugen BR, Alexander EK, Bible KC, et al.
Thyroid • 2016
DOI: 10.1089/thy.2015.0020 • PMID: 26462967
Diretrizes da ATA 2025 que estabeleceram o sistema inicial de estratificação de risco de recidiva em três categorias.
Risk Stratification of Differentiated Thyroid Cancer: Review and Clinical Perspective
Tuttle RM, Haugen B, Perrier ND
Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism • 2007
DOI: 10.1210/jc.2007-0897 • PMID: 17566104
Revisão sobre estratificação de risco no câncer diferenciado de tireoide e perspectivas clínicas para avaliação prognóstica.
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Para entender o que vem depois do resultado
FAQ
Perguntas frequentes
O que é a estratificação de risco de recidiva?
É a classificação que estima a chance de o câncer de tireoide voltar depois do tratamento inicial, dividida em risco baixo, intermediário e alto. Ela é montada a partir do que o laudo da cirurgia mostrou: tamanho do tumor, invasão para fora da tireoide, número e tamanho dos linfonodos comprometidos, invasão vascular, margens cirúrgicas e subtipo histológico.
Qual a diferença entre isso e o estadiamento TNM?
São perguntas diferentes. O TNM estima o risco de morrer da doença e leva a idade em conta; é fixo, definido no diagnóstico. A estratificação da ATA estima o risco de a doença voltar e não usa idade. Na prática do dia a dia é a classificação da ATA que mais orienta decisões: necessidade de iodoterapia, alvo de TSH e intervalo entre os exames de seguimento.
O risco pode mudar com o tempo?
Sim, e essa é a parte mais importante. A ATA trabalha com risco dinâmico: a classificação inicial é revista ao longo do seguimento conforme a tireoglobulina, os anticorpos antitireoglobulina e os exames de imagem. Um paciente que começou como risco intermediário e responde bem passa a ser tratado como risco menor, com menos exames e alvo de TSH menos rígido.
Ser risco alto significa que o câncer vai voltar?
Não. Risco alto indica maior probabilidade de recidiva, não certeza — e mesmo nesse grupo a maioria dos pacientes tem controle da doença em longo prazo. O que a classificação muda é a intensidade do acompanhamento: exames mais frequentes, avaliação mais cuidadosa da tireoglobulina e maior chance de indicação de iodoterapia.
Preciso do laudo da cirurgia para usar a calculadora?
Sim. Todos os itens vêm do exame anatomopatológico da peça retirada, não do ultrassom nem da punção. Sem o laudo, o resultado seria um chute. Se o seu laudo não descreve algum dos itens — invasão vascular e extensão extratireoidiana costumam faltar —, vale pedir revisão ou complementação ao patologista.
Quer revisar seu laudo e entender o seu risco?
Traga o anatomopatológico completo e os exames de seguimento. A classificação é o ponto de partida para definir iodoterapia, alvo de TSH e ritmo dos exames.
