Câncer de tireoide
Câncer de tireoide
Informações sobre diagnóstico, tratamento e acompanhamento do câncer.
O câncer de tireoide, embora possa parecer assustador, tem excelente prognóstico na maioria dos casos. O tipo mais comum, o carcinoma papilífero, apresenta taxas de cura superiores a 95% quando diagnosticado e tratado adequadamente.
Tipos de câncer de tireoide
O carcinoma papilífero representa mais de 85% dos casos e é o tipo com melhor prognóstico. Outros tipos incluem o carcinoma folicular (10%), medular (3%) e anaplásico (1%). Cada tipo tem características e tratamentos específicos.
Diagnóstico
O diagnóstico geralmente é feito através da punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de nódulos suspeitos. Resultados Bethesda V ou VI indicam malignidade ou suspeita de malignidade. Em alguns casos, o diagnóstico só é confirmado após a cirurgia, no exame anatomopatológico.
Tratamento
O tratamento principal é a cirurgia (tireoidectomia total ou parcial). Dependendo das características do tumor, pode ser necessário tratamento complementar com iodo radioativo (radioiodoterapia). A reposição hormonal com levotiroxina é necessária após a cirurgia.
Acompanhamento
O seguimento pós-tratamento inclui exames de sangue (TSH, tireoglobulina, anti-tireoglobulina) e ultrassom de pescoço. A tireoglobulina é um marcador importante que ajuda a detectar recidivas precocemente.
Perguntas Frequentes
Tire suas dúvidas
Sim. O carcinoma papilífero da tireoide, que é o tipo mais comum, tem taxa de cura superior a 95%. Mesmo em casos de recidiva, as opções de tratamento geralmente são eficazes.
Não necessariamente. A indicação de radioiodoterapia depende das características do tumor na biópsia definitiva, como tamanho, invasão de estruturas adjacentes, presença de metástases em linfonodos, entre outros. Casos de baixo risco geralmente não precisam desse tratamento adicional.
A radioiodoterapia utiliza iodo radioativo (I-131) que é captado especificamente pelas células da tireoide e pelas células do câncer papilífero/folicular. A radiação destrói essas células, reduzindo o risco de recidiva.
Sim, se você fizer tireoidectomia total. A levotiroxina repõe o hormônio que sua tireoide produzia. É um medicamento seguro, bem tolerado e que permite vida normal quando a dose está ajustada.
O risco varia conforme as características do tumor. Casos de baixo risco têm menos de 5% de chance de recidiva. O acompanhamento regular com exames permite detectar e tratar recidivas precocemente quando necessário.
Sim. Recomenda-se aguardar 6-12 meses após radioiodoterapia antes de engravidar. Durante a gestação, o acompanhamento da reposição hormonal deve ser rigoroso, mas a maioria das mulheres tem gestações normais.
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